Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

O peso da idade ou Porque eu ainda não fui pro céu

Tá, eu que toco essa merda, então vai rolar um momento de mim pra mim mesmo.

Estou relendo "O Retrato de Dorian Gray" do Oscar Wilde porque ando apegado à fugacidade da juventude tanto quanto ele. Tomar no cu.

Me desejo muita coisa, mas tanta mesmo que eu nem sei por onde começar. Acabo de fazer a idade perfeita pra narrador de Bingo: dois patinhos na lagoa. Com corpinho de 21!

Sabe, é meio duro perceber que o tempo tá passando loucamente. E isto me faz pensar que, não sabendo se vou estar vivo amanhã (mas em 2012 não estaremos mais mesmo), deveria fazer sexo selvagem em plena Avenida Paulista com toda e qualquer pessoa que aparecer na minha frente algo para me dedicar ao auto-conhecimento, à filantropia e à minha evolução espírito-corporal. Tá, mas enquanto Mahatma não me baixa, eu quero beber.

Por isso, para todos os meus leitores/amigos/frequentadores/transeuntes segue o flyer abaixo de baladinha em conjunto com minha amiga da teta, Mari.



Beijo e até sábado pra quem quiser perder a diginidade comigo.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Satisfa

OK, OK! Eu sei que estou ausente há uma semana. É que é foda ser colaborador de si mesmo. Fazendo TANTA coisa ao mesmo tempo!

Bom, essa semana é meu aniversário, então me dei alforria (apesar de ter mil coisas pra escrever por aqui).

Semana que vem tem mais! Ficando velho. Ai Jesus!

Beijos e Abraços!

Domingo, 5 de Julho de 2009

Horóscopo Maldito

Mesmo ficando em dúvida sobre a veracidade das palavras ditas, eu sempre leio o horóscopo. Sei lá, sempre bateu bastante, ou fez muito sentido, apesar de algumas vezes ter sentido que foi escrito pelo estagiário.

Mas este horóscopo maldito é MUITO BOM. Ele não elogia ninguém, não quer ser amigo de seus leitores e só acaba com quem ouve.

Não sei de quem foi a idéia, mas fez muito mais sentido que a TiTiTi dessa semana.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Sobre botijões de gás e Madre teresa

Quando eu era pequeno, tinha muito, mas MUITO medo de botijões de gás e escorpiões. Ambos foram adquiridos graças a sensacionalismos jornalísticos. O botijão foi por causa de um cara que foi trocar e explodiu a porra toda, e o escorpião foi um documentário do Discovery Channel que falava sobre o poder assassinatório de tais aracnídeos. Fiquei com medo num grau que minha mãe tinha que me tirar de casa quando o homem do gás ia trocar o botijão.

Hoje, continuo me cagando menino crescido, não ligo mais, e vejo quão idiotas estes medos eram. Mas existem pessoas que tem fobias R-I-D-Í-C-U-L-A-S! De me fazer sentir um poço de coragem!

Aproveitando-se das pataquadas alheias, o Maury (apresentador americano que faz a Cristina Rocha e a Márcia Goldschmidt tornarem-se Madres Teresas de Calcutá) convidou algumas destas pessoas a participarem de seu programa, fornecendo-nos, assim, algumas pérolas do YouTube.


Medo de Picles!!!


Medo de Galinhas!!!


Medo de Bexigas!!!


Medo de Pêssegos!!!


Medo de Palhaços!!!

Sim, dá pena destes infelizes. Mas, gente. Que que isso?!?! Medo de picles?! Oi, ele vai te morder?

O melhor é a platéia rindo loucamente enquanto as pessoas são forçadas ao contato com o objeto de paúra.

É claro que o cara é um filho da puta, mas ninguém mandou neguinho ir lá procurar sarna pra se coçar também. Eu nunca fui enfiar a cara num pote de escorpiões no programa da Sônia Abrão.

De repente botijões de gás e escorpiões voltaram a ser TÃO ameaçadores...

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Who?! Is dead?!?!?!

É. Faz uma semana que se foi o Metre Yoda Michael. Estava tentando passar em branco (!), mas não dá. Aproveito esta homenagem meio Alcoólicos Anônimos que está rolando na blogosfera, e faço desta a minhas homenagem...



Michael estará sempre na nossa memória, nas nossa referências musicais, nas nossas páginas policiais, e principalmente nas nossas referências de como não queremos que uma cirurgia plástica termine. Mas ele era foda.

Agora, se tem uma coisa que a imprensa não se toca, é que JÁ DEU! Puta que pariu! Me deram canseira de Billie Jean, e olha que eu gosto pra cacete dessa música.

Faz uma semana que o homem morreu e ainda tá bombando! Gendocéu! Tinha que ter um sensor de "DEU" nas redações jornalísticas! Que o digam Isabela, Susane (Richthofen, não a Vieira), e por aí vai a lista interminável de assuntos que os caras esgotaram.

Deixem o infeliz descansar em paz, tá loco.

See you Michael! (Not soon, hopefully!)

Sábado, 27 de Junho de 2009

Vergonha Alheia Presidencial

Um dia assim:



Um dia, assado:



Só digo uma coisa: MATA-DE-ORGULHO. Falta-de-critério-way-of-governing.

Mike, the headless chicken!

Um dia eu estava vendo o National Geographic (pra pegar no sono), e veio um quiz idiota antes do intervalo:

Qual foi o tempo máximo que um frango sobreviveu sem a cabeça, segundo o Guiness Book?

a) 1 dia
b) 1 Semana
c) 1 mês
d) 12 meses
e) 18 meses

Tá. Eu pensei: Bom, é um RECORDE, deve ter durado uma semana, o desgraçado.

Gente, juro. Se segurem: O frango viveu por mais DEZOITO MESES!!! UMANOEMEIO para os mais lerdinhos! A hora que eu vi a resposta, não acreditei. Corri pra internet achando que não ia encontrar nada, e qual não foi minha surpresa, ao descobrir que ele é MEGA famoso?!!!

Mike, the headless Chicken é um ícone na região do Colorado, e muito conhecido. O que aconteceu foi que seu dono, o fazendeiro Lloyd Olsen, foi decapitá-lo para a janta, como fazia sempre. Massss a parte do cérebro responsável pelas funções vitais do Mike não foi cortada fora. Então o bicho não morreu. O dono, percebendo o absurdo que se passava, começou a alimentá-lo com milho pelo buraco que ficou (!), e pingava água com a ajuda de um conta-gotas, chegando até a engordar, passando de 1,5 kg para 3,5 kg. E assim pegou o galináceo e começou a excursionar com seu freak-show de penas embuído da mais pura motivação monetária. Com isso ele ficou muito conhecido, e tornou-se uma das maiores lendas do estado americano, fazendo qualquer Dercy Gonçalves e Oscar Niemayer parecerem frangotes (!).

Tem até vídeo falando sobre ele:



Adorei a ligação que eles fazem de um bicho sem cabeça com o pensamento americano. Foi bastante ilustrativo e verossímil. Ah, e com direito a "Momento Márcia Goldshcmidt" de emoção do dono.

Pois é. Pra todos aqueles que eu contei essa história e pareceu infundada, chupem essa moela.

Protesto Anti-Megasênico

Olha, que não venham matemáticos e/ou estatísticos lançar teorias reducionistas a fim de minimizar meu ódio. EU SEI as porras das leis da probabilidade, especialmente as que se voltam contra mim.

Agora Mega Sena com prêmio de CINQUENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS sair com resultado 02 - 04 - 06 - 10 - 23 - 45 , é de cair o cu da bunda!

Ah, peralá né! Resultado da Mega Sena ser equivalente à taboada do dois, pelamordedeus!

Só sei que a probabilidade do meu cartão de crédito estourar aumentou em 246810%.

A regra agora é: deixe seu critério na porta da lotérica antes de fazer suas apostas. E o pior é que QUATRO pessoas colocaram esses números. Preciso aprender que 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 pode ser uma aposta válida.

Por essas e outras que eu ODEIO a matemática.

Sobre paganismo e formas geométricas...

Tá, eu sei que São João não tem culpa de eu ter dormido 3 míseras horinhas essa noite. E nenhuma daquelas velhas que dança loucamente na rua detrás de casa se importa se eu queria dormir.

O fato é que o triângulo NÃO PARA DE TILINTAR há mais de 4 horas. I-n-i-n-t-e-r-r-u-p-t-a-m-e-n-t-e! E aquela voz de cantor-de-forró-de-bairro emendando uma música na outra sem nem parar pra tomar um gole de cerveja. Resolvi especular, com uma certa disposição de enfiar o triângulo no cu de quem o tocava.

Munido de óculos escuros, camiseta I S2 NY, e minha calça xadrez de pijama, fui até lá sondar se ia demorar muito pra terminar aquela tortura, pra que eu pudesse, finalmente, dormir em paz. Fui recebido com um vinho quente, uma paçoca, e uma velha de sorriso fácil. Quando menos percebi tava forrózeando com ela. De pijama. Odeio me envolver com a cultura popular. Especialmente em trajes ridículos.

Depois de alguns mornões (porque nem tava tão quente), o som irritante do triângulo me lembrou o que fui fazer lá, e resolvi perguntar pra uma tiazinha se ela achava que ia durar muito.

- Ô! Isso sempre vai noite a dentro!
- E ninguém se incomoda com o barulho?????????
- Não! Tá todo mundo aqui! Quem haveria de se incomodar?

É. Faz sentido. Não consegui conter a cara de lápis, apesar da alegria exalando daquelas pessoas classe média.

E agora estou aqui, com cara de Droopy Dog, ao som do persistente triângulo, escrevendo para não cometecer um crime geométrico-proctológico.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Vergonha Alheia de "Celebridades"

Observe atentamente à imagem abaixo.



Um deles é o Tom Cruise em Top Gun. APENAS UM! O outro é a filha bastarda de uma dançarina dos anos 80 com cara da Elvira da Gretchen. Thammy Gretchen.

Olha, se não falasse no site onde colhi esta pérola, NIN-GUÉM SABERIA. Longe de mim fazer piadas infames, mas Cruise credo hein Seu Gretchen!

O pior não é fazer. Há momentos em que a vida nos confrange a enfrentar os processos psicológicos Freudianos e travestirmo-nos (sem NENHUMA alusão à Thammy) como alguém famoso (Leia: Festa a Fantasia. Se você se traveste por aí de famosos, das duas, uma: é sósia ou retardado). O problema real e profundo está em fazer uma DIVULGAÇÃO MIDIÁTICA do feito! É ter coragem de bater a mão no peito e dizer: Fui EU que me travesti de Tom Cruise!

Tá. E você pensava que era o ápice né? Então segura essa:



Sim, querido leitor, me abraça. Esta É a Ana Maria Braga travestida de Rainha do POP, Madonna. Se isso não foi idéia de um produtor demitido e chutando o pau da barraca, eu não digo mais nada. Nem papagaio que fala salvou.

Com isto a Ana Maria Braga me dá, mais uma vez, suficientes motivos para não acordar de manhã. Pelo menos enquanto eu tiver esta imagem na cabeça, não vai me acometer um sentimento de culpa com o soar do despertador ao meio-dia.

O Conselho Federal das Donas de Casa Espectadoras Ávidas de Programas Matinais Inúteis (CFDCEAPMI) fez uma monção de repúdio ao ataque visual provocado pela apresentadora. Dona Edith, 87 anos, fragilizada, não aguentou a forte vergonha alheia que lhe abateu, e vestiu o paletó de madeira.

O CFDCEAPMI articula um processo por danos morais, atentado VIOLENTO ao pudor, falsidade ideológica e falta de noção aguda. A indenização deve ser negociada em 20 direitos autorais de receitas culinárias. A apresentadora, junto a seu advogado, diz que vai recorrer da decisão do juiz.

OK. Apenas demitam quem foi o INFELIZ que teve esta idéia.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Dica Geek



OK, eu não sou Geek. Aliás, se tem uma coisa que eu NÃO SOU, é Geek. Descobri quase um ano tardiamente, e infinitas piadas perdidas, como utilizar este recurso de tachado. E também não sou um maníaco tecnológico que ama mais a Apple do que sua própria mãe, não rezo diariamente pela saúde do Steve Jobs, não compro badulaques modernos inúteis enlouquecidamente e nem prezo pela integridade do anti-vírus do meu computador (se é que ele tem).



Mas esta eu gostei! Pra você, amigo leitor, que não AGOENTA MAIS as proteções de tela que vieram junto com o seu iPhone / iPod Touch, segue a dica de um site que tem vááááárias proteções legais, como estas que ilustram este ilustre post. E o melhor: é sempre atualizado com outras tantas legais. Vale a pena conferir, o download é gratuito e a amizade é a mesma.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Publicidade é para os fracos...

Primeiramente me desculpo com meus ávidos leitores pelo breve recesso. Ele não termina aqui.

Não sei quem foi o endiabrado que inventou final de semestre, mas merecia apanhar de gato morto até miar. Puta que pariu. É o meu 8º semestre em faculdade e ainda não aprendi a fazer as coisas antes do prazo estar mais perto que a Dona Ruth.

Nego entrega trabalho de publicidade na mão de incompetentes turismólogos:

- Me manda um croqui da tosqueira campanha que você idealizou!
- Pode ser em Paint?
- Qualquer coisa, só pra ter uma idéia.


Marca do suposto anunciante suprimida para evitar constrangimentos

Me apeguei no "manda qualquer coisa". Talvez isto explique a diferença de zeros entre a minha conta bancária e a de Washington Olivetto, Duda Mendonça, Roberto Justus, Marcelo Serpa, John Lewis, Nizan Guanaes, Dualibi, Petit e Zaragoza.

Pelo menos explica minha ausência no meu humilde Blog!

Assim que o semestre terminar DE VEZ, voltaremos às operações normais.

Domingo, 14 de Junho de 2009

Ai, Jesus! ou Porque odeio parcelamentos

Eu acho de verdade que muitas vezes o parcelamento deveria ser proibido, como forma de coibir este tipo de atitude:



Eu também não sei. Definitivamente!

Ah, a Blogosfera

Então Carla Perez tem um Blog. E a surpresa maior não está no fato dela saber iscrever, mas sim no direcionamento de conteúdo: IN-FAN-TIL.

Não sei quem foi o diabo de produtor/marketeiro/empresário que teve a BRILHANTE idéia de agregar economicamente a imagem pura e casta de Carla Perez ao reino das crianças. Em uma coletiva de imprensa eu não resistiria perguntar:

- Oi? E na garrafinha, deu uma raladinha?

Talvez seja por isso que eu não sou muito chamado pra coletivas de imprensa.

Mas quando você imagina que Carlinha quer, de coração, desvincular sua imagem da pornografia explicita sensualidade, depara-se com isto:


Qué dizer né. Claro que um desenho inocente de uma garota com um micro-shorts, um top, pele bronzeada em 9 vezes sem juros no Instituto Embelezze, pilci no umbigo, escrito "Contato" à la Telesexo, ajoelhada sobre uma cama (reparem no efeito do suposto chão e verão que trata-se realmente de uma cama)...Peraí, do que eu falava mesmo? São tantas as alusões à sexualidade que já me esqueci. Ah, sim, claro que tudo isto não se relaciona absolutamente com seu passado.


Imagem aleatória que não se relaciona com NADA do que foi dito anteriormente.


Não que eu seja dos mais puritanos, longe de mim. Mas peralá né. É mais ou menos o Padre Marcelo Rossi se pôr a dançar Funk! Tenhamos parcimônia, amigos publicitários.

Apesar que outro dia eu lembrava com alguns amigos como as crianças daquela época, mais do que ninguém, botavam a mão no joelho, davam uma abaixadinha remexendo embaixo e balançavam a bundinha.

Bom...talvez EU tenha me enganado!

PS: Obrigado à minha amiga do mato (grosso!) pela estupenda dica.

Sábado, 6 de Junho de 2009

Da série Orkut filósofo

E eu achando que o Orkut ia ensinar a dar um tapa na cara do maniqueísmo:

Sorte de hoje: Não faz sentido dividir as pessoas em boas e más.

Mas aí ele continuou:

Pessoas são apenas encantadoras ou monótonas.

Alguém me avisa quando ele fugir de dicotomias baratas.

¬¬

Não sei porque ainda leio o "Sorte de Hoje"...

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Josémirosmardecamarguiando

Então sexta passada eu fui numa balada num puteiro. Não, eu não fui num puteiro. Bom, tecnicamente eu fui. Mas era só a ambientação, porque a coletividade era do povo roots da ECA (Pra que não conhece, não é o Estatuto da Criança e Adolescente, mas sim esta ECA).

Mas sabe que, quando eu bebo, fico um pouco sem noção? Pois é. Contando pro povo uma coisa que eu fiz lá, percebi que foi BEM sem noção mesmo. Não como meu ídolo, mas foi!

A administradora de tão distinto local era uma mulher de uns 40 e tantos anos anos, 90 e muitos quilos, mau humor típico de segurança de puteiro e mais bigode do que eu.

Ela ficava perambulando na balada pra assustar os frequentadores zelar por nossa integridade física e moral. Determinado momento minhas mãos foram fatalmente ao encontro de suas voluptuosas tetas. Gente, juro. Eu achei que fosse apanhar daquele tio tia.

Ela me olhou com uma cara-de-ninguém-faz-isso-há-anos, e eu IMEDIATAMENTE me prontifiquei a explicar o mal-entendido:

-Moça! (olha a bondade! Já identificando o sexo, e ainda adjetivando com uma redução etária). Eu TEJURO que JAMAIS tocaria nos seus peitos por vontade própria!

Ela se conformou e, para minha sorte, foi embora. Agora perceba, aí, a falta de noção: Eu transformei o toque em suas regiões mamárias numa agressão contra A MINHA pessoa.

Porque o álcool gera sutileza!

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Tragédia Pessoal

Sabe que com a queda desse avião da Air France também me caiu uma coisa: o cu da bunda.

Alguém me responde a quê eu vou me apegar quando o meu avião começar a chacoalhar da próxima vez? Porra. Até onde eu sabia, turbulência não era motivo pra derrubar avião! E aí vem um especialista da USP (sempre tem um especialista da USP) no Jornal da Globo e fala:

- É, William Vácuo, realmente existe a possibilidade de uma turbulência ter derrubado o GIGANTESCO E BEM ESTRUTURADO AIRBUS.

Momento Puta-que-o-pariu (fazia tempo que não tinha um). Me diz: Se um avião desta envergadura e magnitude virou farofa, que fio de esperança me restará no próximo voo da Ocean Air?

Vivo uma tragédia pessoal. Das duas, uma: Ou vou ter que começar a recorrer a meios alternativos de transporte, ou vou ter que começar a me dopar pra entrar no avião.

Eu sempre desconfiei e tinha razão: É, amigo passageiro. Essa merda cai.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Piada Pronta - Parte II

Pois é, amigo leitor. Quando você PENSA que o Gilberto Barros cantando é o fundo do poço, é o fim do caminho, então você se depara com ESTE press-release:



Qué dizê né. Virou putaria COMPLETA E ABSOLUTA! Agora o Maguila quer cantar! E digo mais: Tem telefone de contato pra shows!!! Meu MAIOR medo é que este telefone um dia toque!

Bom, fora o Slogan, que é de uma genialidade e ausência de senso comum peculiares.

Justo o Maguila! Que não dá pra entender nem o que FALA! É como o Stevie Wonder querer lutar Boxe! Poxa...outro sem amigos, coitado. Recomendo FORTEMENTE o Download desta mais nova preciosidade do cancioneiro popular brasileiro.

É o mais fino do fino do fino...

PS: Obrigado mais uma vez à minha providencial amiga nipocearense e conterrânea de famigerado lutador/cantor/comediante/

Domingo, 31 de Maio de 2009

Aquisições de linguagem

Acho que uma das coisas mais válidas da contemporaneidade linguística é a aquisição de novas terminologias e expressões que acabam se tornando frequentes em nossas vidas.

Na minha humilde opinião, um excelente exemplo de nova tendência no mundo das expresões é VERGONHA ALHEIA. Cara, eu não sei quem foi o iluminado que teve a idéia de definir tal sentimento, mas hoje é imprescindível no mundo das relações sociais. Como vivi até a história recente sem algo que definisse isso. É como não existir a palavra saudade no vocabulário, sabe?

É colocar em palavras aquilo que você sente quando vê seu tio bêbado no churrasco de família, quando assiste o Zorra Total, quando tem festa de fim de ano da empresa, ver alguém fazer algo que não é sua competência, e daí em diante, todos aqueles momentos que você respira fundo, olha pra pessoa e pensa: Que vergonha eu sinto por ela. (Ainda que, muitas vezes, ela mesma não a sinta).

Adote você também a vergonha alheia na sua vida. Ou melhor, na vida dos outros!

Car Sistem?!

Tem uma nova tendência no mundo dos alarmes de carro. Chama Car Sistem. Pelo menos aqui em São Paulo chegou forte. Não se ouve mais um carro fazer o onomatopéico pé-pé-pé-pé-pé.

Não, meus amigos ladrões. Agora um cara fica contando pra quem quiser ouvir que o veículo está sendo roubado. Ele fica falando "Este veículo está sendo roubado. Ligue para o número 0800-meia mole-meia-dura." Eu tenho uma vergonha alheia tão grande do portador deste veículo, que não se calcula. Primeiro que esta merda dispara sempre. Segundo que NINGUÉM liga pro 0800. Todo mundo pensa: Ai, disparou de novo.

Outra coisa que eu não entendo é...o pé-pé-pé não funcionava mais? Ninguém entendia que o carro estava sendo roubado? Pensavam o que? Que era uma balada ambulante? Porra.

O Car Sistem é muito vergonhoso. Muito mesmo. Façamos uma revolução pela volta do pé-pé-pé!!!

Foras

Eu sou uma pessoa que dá muitos foras (acho que acontece com quem fala demais). Mas eu tenho uma tia, que relata foras absolutos, que são incomparáveis. Seguem abaixo alguns:

Estava no trânsito e vem um cara se arrastando até a janela do carro:

- Ô Dona, me dá dinheiro pra eu comprar um skate?
- Meu filho, você tá de brincadeira comigo? Nem tem perna, como que vai comprar um skate?
- É por isso mesmo que eu quero um. Pra poder sentar nele.

10 segundos de remorso:

-Toma, ganhou 5 reais pelo meu fora!

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Visitando a casa nova chiquérrima de uma amiga, depara-se com um quadro de uma mulher horrenda:

- Nossa! Mas numa casa tão bonita, porque você põe um quadro dessa mulher horrorosa?
- Vera, é minha mãe.
- Sabe que de TÃO feia ela é até bonitinha?!

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No Bingo jogando. Tinha um cara que não parava de dar piti, reclamando de tudo embichadamente. Ele sai da mesa:

- Porra, não tava mais aguentando esse viado de merda.
- Ele não é viado.
- Pera aí, minha senhora. Se ele não é viado eu sou a Rainha Elisabeth.
- Ele é meu marido.
......
- Olha, então abre seu olho. Porque se tem uma coisa que esse cara é, é viado!!!
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Até breve...

Então há muitos anos meu vô comprou um casaco de vison chiquérrimo pra minha vó. Aí ficou aquela história de "Ai, meu amor, mas você é louco, não devia ter feito isso", "Ah, mas eu te amo, queria te dar um presente", "Mas a gente não tem dinheiro nem pra comer direito", "Mas você merece!", e por aí vai.

Minha vó, claro, morreu de amores pelo casaco, mas nunca foi daquelas pessoas megamaterialistas, sabe? Sempre cagou pra coisas materiais. O negócio era estar sempre junto aos seus, dando risada, fazendo palhaçada, jogando um Poker, pescando, ouvindo Gardel...

Eu sei que NO MESMO DIA que ele deu o casaco, mais tarde foram jantar. Meu vô (esquentado que só vendo) reclamou da comida que ela fez porque ele não gostava. E adivinha? Jogou na cara: Soltou um "Eu te dou um casaco carésimo e você me faz de jantar o que eu mais detesto."

Minha vó não teve dúvida. Foi com a maior tranquilidade, pegou o casaco, colocou no meio da sala, jogou álcool e ATEOU FOGO. E respondeu: "Se você me deu pra me chantagear, sabe bem o que eu quero que você faça com esse casaco."

Assim. Assim era a minha vó. Faleceu hoje à tarde deixando um IMENSO vazio na minha vida.

A culpada pela minha gana de escrever, por eu gostar de miojo, por eu gostar de poesia, por eu saber amar incondicionalmente, por eu saber o que é um Royal Street Flush, por eu conhecer Carlos Gardel e os melhores tangos argentinos, por saber fazer massinha de pão pra pescar, por ter uns quilos a mais do que deveria, por falar espanhol, por amar cinema, pela minha notivagacidade, por odiar manhãs, por assistir o Jô, e por MUITAS outras coisas.

Se ela estivesse aqui me mandava praquele lugar e fazia umas caretas ainda. Mas como ela não está mais, só posso agradecer muito...e dizer até breve!

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Troca Raul!

Minha vó dizia que mente vazia é oficina do Diabo. É mais que isso: É crime contra o patrimônio. Nem se minha vó tivesse nascido há dez mil anos atrás ela imaginaria onde chega a criatividade humana. Chega aqui, na nova moda monetário-financeiro-fiscal-imaginativo:


Mais uma vez estendo minhas mãos para tão aclamados interventores sociais. Puta que pariu.

Ah, o Playcenter - Parte II

Então eu já contei quão loser eu consegui ser no Playcenter uma vez. Mas, sim, amigos, eu me superei.

Uma vez fui em uma excursão com vários amigos. Ir em vários amigos para um parque de diversões é uma merda. M-e-r-d-a. Cada um quer fazer uma coisa, e todos acabam fazendo aquilo que o que tem um maior grau de persuasão decide. Quase que fui eu, mas não deu pra competir com um amigo. Apesar de eu saber que estaríamos fazendo a maior cagada EVAH de ir na principal montanha-russa BEM na hora da chegada. Porra, todo mundo faz isso. Mas, como o poder argumentativo dele foi mais forte, e eu já sabia muito bem como era ficar sozinho e perdido naquele lugar, fui junto.

Ficamos DUAS HORAS E MEIA na fila. Gente, juro. Ninguém merece ficar 2h30 pra brincar por 1 minuto. Nem Alexandre Nardoni, Suzane Richthofen, Maníaco do Parque e Sérgio Mallandro juntos. Só que fica pior a história. Te juro pela integridade física do meu saco: Quando chegou a nossa vez, o brinquedo parou as operações por conta de uma chuva torrencial. Esperamos mais 15 minutos e não voltava aquela merda. Como chegamos e fomos direto pra fila, tava todo mundo mordendo a bunda do segurança de fome. Resolvemos: Vamos falar com o carinha pra que a gente possa só sair e comer pra voltar. O cara topou, falou pra gente ir que ele achava que ia demorar.

Saímos pra comer. Neste meio-tempo, resolvemos comprar capas de chuva, porque não queríamos ficar ensopados pelo resto do dia. Cada um comprou a sua e, quando eu abri a minha, ela tava INTEIRA RASGADA. Virei pra moça da loja:

- Olha moça, acabei de comprar aqui. Abri dentro da loja ainda. Tá toda rasgada a capa.
- [Cara de Cu] Se quiser compra outra.
- Moçááá! Eu paguei SETE REAIS em uma capa de chuva de plástico de supermercado rasgada. Você TENQUE trocar isso.
- [Tragada no cigrro e olhar por cima do óculos] Não é minha culpa. Se quiser, compra outra.

Naquela época eu era idiota. Se fosse hoje derrubava ela no chão, apagava o cigarro no olho dela e chutava até o fígado parar de funcionar. Tá, nem tanto. Mas ia armar um SENHOR barraco. Só comprei outra.

Coloquei a capa e fomos pro Castelo dos Horrores. Para o meu horror individual, grudou uma piranha de uma menina atrás de mim, que me puxava e empurrava com a unha. Conclusão: Saí só com a toca da capa. Voltei pra comprar outra. Coloquei a capa. 5 minutos depois parou de chover, pra sempre. Não caiu NENHUMA goticulazinha mínima mais.

Qué dizê. Eu gastei VINTE E UM REAIS de capa de chuva, pra NADA. Ainda bem que minha mãe tinha percebido da primeira vez quão tapado eu era, e me deu mais dinheiro desta vez.

Voltamos todos alimentados e capadechuvados pra montanha-russa.

-Oi moço. Voltamos
- [Cara de Ãhn?]
- Lembra? Que a gente tava aqui na porta da fila pra entrar na montanha-russa e saímos pra comer? Voltamos.
- Não, não lembro.
- Moço. Para. Pelo amoooooor do Senhor. Nós falamos com você. Não brinca assim. A gente ficou DUAZÓRIMEIA aqui.
- Olha, meu filho. Se você quiser entrar no brinquedo é só pegando a fila. Não vem me enrolar com historinha que não dá certo. Todo mundo tenta essa.

Ou seja: Aquele parque era a Sede Internacional dos Filhos das Putas. Pegamos a fila DE NOVO e brincamos em mais uns 3 brinquedos. Não deu tempo de fazer P.N. naquele lugar.

Por mais incrível que pareça eu ainda voltei lá. E tenho mais uma história pra contar. Fica pra próxima.

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Miss Othmar

Eu não sei quem foi que teve a BRILHANTE idéia de fazer a personagem Miss Othmar no desenho Charlie Brown (sim, o desenho e não a banda). Mas acertou EM CHEIO. Quantos professores nós tivemos que falam exatamente assim (aos 1:45):



Cara. É a genialidade aplicada ao contexto mais realístico da aprendizagem sistemática acadêmica.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

L'Amour!

Agora pare e veja este banner promocional:



Gente, juro. Se essa mulher me aparece na frente, eu me cago. Ô, amigo publicitário. Se você não tem dinheiro para pagar uma modelo adequada, siga as dicas à seguir:

1) Não mande, em hipótese nenhuma, ela fazer uma cara que possa vir a se tornar uma careta (se o intuito não for esse);
2) Tire fotos de longe;
3) Tire fotos de baixa qualidade, sempre que possível;
4) Não tire fotos!
5) Não ponha modelos vivos na propaganda. Expor alguém a este ridículo cachê NENHUM paga.

Mas será que o cara que fez esse banner não tinha UM amigo pra falar pra ele que essa mulher tava fazendo as pessoas desacreditarem no amor? Putizgrila! Pior propaganda do gênero EVAH!

Aliás, já que toquei no assunto, para aqueles que acreditam que dá tempo de passar o próximo 12 de Junho acompanhado, neste domingo vai acontecer o Movimento dos Sem-Namorado em São Paulo, no Parque do Ibirapuera. É uma boa oportunidade pra você empurrar aquela tia solteirona com mais bigode que seu pai para alguém, e ter isto como desculpa pra ir ver o movimento e até rolar um envolvimento. Como eu estarei no JUCA (Jogos Universitários de Comunicação e Artes) este ano, tô pouco me fudendo pro Dia dos Namorados de 2009, que sempre me dá uma depressão aguda uma semana antes e uma semana depois.

Ficam aí as preciosas dicas!

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Hackers de Araque

Eu acho mesmo que não se fazem mais Hackers como antigamente. E nem pessoas com criatividade para fazer você se ferrar de alguma forma internética.

Recebo um e-mail de bruninha938lindinha@hotmail.com . O que pode ser, ó meu Deus?

a) uma irresistível proposta de sexo casual e tântrico concomitantemente;
b) uma irresistível proposta de sociedade em um sex shop no Vale do Anhangabaú;
c) uma irresistível proposta de sermos miguxos no msn;
d) uma irresistível proposta pra que eu me foda abrindo este vírus.
e) um pouco de cada, afinal todas envolvem sexo de alguma forma.

Ahhhhh, peralaumpoquim né seus hackers! Fizeram o curso à distância "Invasão Domiciliar Aplicada I" no Instituto Universal Brasileiro, porra?

Se é pra me dar golpe, faz direito. Também não entendo estes vírus sem propósito. Tudo bem, se é para roubar uma senha de banco, invadir redes sociais ou e-mails privados... é louvável. Agora me diz praquiqui um infeliz perde tempo criando um vírus que não vai mudar NADA a vida dele? Só pra deixar meu computador mais lerdo e me deixar mais puto? Ah, vai ser chato assim na puta que pariu!

De vírus já basta o do porco mexicano. E tenho dito!

Nada que Nada!

Inspirado por uma conversa Marinha no MSN às duas e pico da manhã

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Desde pequeno eu tive alergia de coisas que nadam. Mas não é aquela alergiazinha assim, não. Pensa que dava só umas pipocas na pele e tomava um antialérgico que resolvia? Não bem. Tô falando de EDEMA DE GLOTE! É tão perigoso quanto refinado. Joga no Google que você vai descobrir que não serve pra nada. Só pra fuder com a vida.

Então eu fui acostumado com o fato de que não comia nada que nada. E não podia nem ter mistura de colher. Como diz a minha tia, é um cu pra conferir prega por prega. Repeti o exame algumas vezes, que sempre confirmava alergia. Até que, aos 16 anos, eu refiz o exame e...TÃDÃM! Passou a alergia. Parece coisa de louco né, mas o médico disse que alergias são assim mesmo: Vem e vão. Mas podem voltar. Ou não. Sei lá. O corpo tá puto com alguma coisa, acordou de mal com você, resolve te foder, e pronto.

Mas só agora, aos 21 anos completos, eu estou tendo coragem de começar a experimentar esses bichos. Comecei em grande estilo, e até agora só gosto de Salmão. Bom, como Salmão de pacú é rola, eu contei tudo isto, na verdade, por uma razão: Me ofereçam ratazana frita, barata cozida, lagarta flambada, mariposa sauté, gafanhoto ao molho de ervas, QUALQUER COISA MESMO, mas não me venham com um Polvo. Puta que pariu. Se tem um bicho que me dá um bulungundum, esse bicho é o polvo. Só de ver no supermercado em cima dos potes com gelo me amolece as pernas. Gente, juro. Escrever esse post me causa arrepios internos.

Pra começar que ele é mole. Não confio em nada que é mole (ok, insira sua piada aqui). Ele tem a cabeça maior do que as próprias pernas. A última pessoa que era assim foi meu professor velho de Matemática no colegial, e não me traz boas recordações. Polvos soltam um caldo preto pra se defenderem, porra. Aqueles tentáculos tem ventosas agarrantes assassinas. Mas o pior de tudo, que só de pensar eu já fico tonto (mais than ever!): A boca dele.

Nem sei como a Polva se atrai. Aliás sexo de polvo eu nunca vi nem no National Geographic, mas não deve ser nem um pouco bonito de se ver. Suponho que seja um enroscamento generalizado de tentáculos que é uma loucura. E aí vem mais polvinhos pra atrapalhar o reino dos mares. Se fossem extreminados para mim seria um alívio (Brincadeirinha Greenpeace, eu sei muito bem que eles são fundamentais para o equilíbrio do ecossistema!).

Bom, contei. Barata? Rato? Nahhh! Eu me CAGO DE MEDO DE POLVO!

Novidade na área

Então eu fui convidado a escrever em mais um Blog.

É uma coisa totalmente diferente do Blasfêmia, caros. Serve pra lembrar que eu penso coisas boas além de bobeiras, e me reforça a idéia que não sou tão inútil quanto meu professor de Matemática do colegial achava.

Projeto bonito que já abracei pra chamar de meu.

www.veredaestreita.org

Quem não se cansar de mim por aqui, pode também encontrar coisas minhas por lá.

Ah, e sempre no Teco Tereco Teco.

Putz. Essa vida de escritor de Blog tá ficando corrida.

Abraços!

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Ah, o Playcenter.

Este post facilmente poderia se chamar "A gente se fode mas se diverte - Versão literal". Mas resolvi dar nome aos bois. Para quem não é de São Paulo, aqui existe desde muito tempo (preguiça de procurar no Google) o Playcenter, parque de diversão grande demais pra ser temporário e pequeno demais para ser fixo. O que interessa é que é dentro da cidade de São Paulo, perto da Marginal Tietê, banhado pelas aromáticas margens do rio de mesmo nome. Houve um bom tempo em que o Playcenter era a menina dos olhos de muita gente que queria ir a um parque de diversões sem ter que se submeter a horas de vôo, ou à vergonha alheia que é o Beto Carreiro e seus piririupiu-piririririupiu.

Atualmente, depois que a mesma empresa abriu o falido Hopi Hari (espero MESMO receber kits-retire-este-post-agora-e-eu-te-faço-hopi-happy), o Play virou um antro. Tem mais arrastão por lá do que em Praia Grande nas férias de Dezembro. É uma pena que as pessoas não saibam fazer um usofruto legal do parque, porque, na medida do possível, ele saciava a vontade de chacoalhar a pança e sentir ânsia de vômito. Eu bem me lembro a primeira vez que fui até famigerado parque de diversões. Tinha 9 anos, ainda morava no interior, e minha mãe saía de uma crise de pânico. Foi uma vitória conseguir ir, de uma vez só:

1) Sozinho em uma excursão;
2) Para São Paulo sem nenhuma referência familiar me segurando pelo pescoço;
3) Para um perigoso e tenebroso parque de diversões;
4) Na "Noite do Terror", que por si só já apavora mães com pânico.

Idiotamente, ao invés de honrar tamanha confiança depositada em mim, me fudi. Gastei todo o dinheiro que tinha até as 2 da tarde indo mil vezes no "Castelo dos Horrores" (ÚNICA atração paga entre 78 brinquedos). Me perdi das pessoas que eu estabeleci um vínculo mínimo de proteção pra não ficar sozinho na excursão, não conseguia lembrar POR NADA o nome do infeliz do coordenador da excursão, e saí na marginal SOZINHO à procura do ônibus. Seis da tarde estava num orelhão ligando à cobrar para minha mãe, chorando de fome, de dor de cabeça e de medo de não achar ninguém. A coitadinha, sem poder fazer nada, começou a dar duplos twists carpados a 250 km de distância de mim, e ligou para todos os parentes que eu tinha aqui em São Paulo pedindo pra me resgatar. Nove horas da noite eu estava em uma sala de "Achados e Perdidos", com o cara anunciando no megafone as minhas não-louváveis características físicas para que alguém do meu ônibus, por sorte, desse falta e me resgatasse. De repente, entre monstros fumando e contando piadas (adorei conhecer os bastidores), entra meu irmão na sala trazendo comida, dinheiro e procurando loucamente o organizador da excursão. Eu não lembro do nome dele até hoje, mas sei que o cara ficou MUITO puto comigo. Atrasei a excursão inteira e ainda fiz todo mundo achar que ele era um puta de um irresposável.

Cheguei no ônibus - o único ainda no estacionamento - com aquela cara de cu de quem atrasou a vida de todo mundo e não estava afim de ouvir gritos de zoação - que seriam inevitáveis. Tudo bem, eu assumo o grau de loserice que eu atingi neste dia. Mas, porra, eu era uma criança idiota do interior. Pra concluir eu acordei lá na minha cidade cheio de espuma de barbear na cara, muito batom na boca, e minha mãe com cara de desespero na porta da escola de idioma.

Por isto que este é o mais literal caso de "A gente se fode, mas se diverte".

Agora começam a pipocar histórias de excursão pro Playcenter na minha cabeça. Depois eu escrevo mais algumas. Prometo!!!

PS: Muitíssimo obrigado pelos comentários. Principalmente daquelas pessoas que eu não conheço pessoalmente! É muito legal ver quão longe pode-se chegar através da internet. Um dia quero conhecer todo mundo. To meio bichinha emotiva hoje. Abraços, obrigado e voltem sempre!

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

A gente se fode mas se diverte - Parte II

Eu sou aquele tipo de pessoa que ouve muito: "Só podia ser com você!". Não por ser um mitomaníaco - joga no Google. Mas por ser dono das histórias mais cabeludas que se ouve por aí. Não tenho culpa de ter uma vida social agitada, olhos atentos em todas as pataquadas que se sucedem, e, principalmente, uma capacidade interlocutiva cativante. E de repente minhas histórias são infindáveis e engraçadas, acabando por cair aqui neste espaço que vos escrevo.

Quando eu digo "a gente se fode mas se diverte", me refiro àquelas coisas que acontecem. Por exemplo: Teve um dia que eu estava voltando sozinho da faculdade, bem me lembro que era meio de junho, o que significa temperaturas bastante baixas. Vinha andando calmamente pela rua que me conduz até em casa, quando de repente um carro diminui a velocidade e começa a andar do meu lado. Aquilo já foi suficiente pra eu apertar o passo e o cu. Aí um cara abre o vidro do carro e põe-se meio corpo pra fora. Gente, juro. Eu fingi que não vi, mas já tava rezando até pra São Longuinho e esperando o pior. O cara me tira um BALDE D'ÁGUA e joga em mim, me deixando COMPLETAMENTE ENSOPADO. O carro saiu correndo e ouvi risadas muito altas. Fala sério se não é de foder? Puta dia frioooo, e eu tomo um balde d'água na cabeça DE GRAÇA! Nessas alturas eu já tava agradecendo por ser só um balde e só de água. Sei lá, podia ser mijo, cuspe, ovo, ou coisa pior. Mas era só água. Eu sei que cheguei em casa e meu irmão estava na internet. Não tinha chovido nem nada, ele me olhou com cara de espanto e logo expliquei. Ele sentou no chão pra rir da minha cara, e não bastando, chamou o meu amigo que morava pra gente que estava dormindo pra rir da minha cara também.

Semana passada eu tive um sonho muito ruim. Sonhei que fui assaltado três vezes SEGUIDAS! Tipo sai um vem outro, sai um vem outro. Foi bastante cansativo! Acordei me sentindo meio inseguro. Sei lá, não sei explicar. Porra, eu fui assltado três vezes dormindo, sabe?! Imagina acordado! Parei no ponto de ônibus na Rua Augusta esperando o meu Cidade Universitária. De repente salta um cara de dentro do ônibus, se põe em riste na minha frente com a cara a centímetros da minha, gritando e cantando uma música indiana acompanhada de uma dança bizarra. Cara eu quase caí no chão de susto! Não lembro a última vez que levei um susto tão grande na vida! Daí olhei pro lado e todo mundo que estava no ponto ria da minha cara - seja timidamente ou descaradamente. Daí eu engoli a minha raiva momentânea e comecei a rir da situação, porque só rindo mesmo. Porque, como disse antes, a gente se fode? Sim, se fode. Mas tem que se divertir também, né?

Momento Myself

Textículo do meu outro Blog inspirado por uma história de outra pessoa!

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Não que eu seja louco, longe disso. Mas tenho uma aflição, uma agonia e um desespero interminável em dividir o elevador com alguém. Aquela sensação de que o tempo não passa nunca....os andares ficam mais distantes uns dos outros, não há assuntos com aquela pessoa que vive tão perto, mas ao mesmo tempo é tão estranha. Sei que deveria aproveitar pra conhecer estas pessoas, mas não lá, naquele lugar, daquele jeito. Tomando uma cervejinha no barzinho da esquina...jantando formalmente, sei lá. Mas aquele momento é breve demais pra qualquer conversa que leve-nos a alguma coisa mais profunda. E longo demais para o silêncio.

E é aí que entra nossa consciência avaliativa meteorológica. Sempre sobra pro calor ou pro frio, ou mesmo pra chuva, reduzir a infinidade do tempo que nos une. Uma entrou uma tiazinha extremamente nervosa que tinha medo de elevadores. Era claustrofóbica, a pobrezinha. E eu não sabia o que dizer. Ela tremia feito vara verde, rezava em voz alta para que o elevador parasse logo e abrisse as portas, e, em um momento, chegou até a segurar em meu braço. Até isto é melhor do que o constrangedor silêncio. Pelo menos passa o tempo!

Eram já umas 11 da noite e eu estava um tanto bêbado por algumas cervejas a mais que tomara com uns amigos que encontrei por acaso. Entrei, solicitei a presença do dito cujo, e esperei por alguns instantes. Chegou até que rápido. Niquiqui abri a porta, ouvi o portão de entrada do prédio sendo aberto, como um sinal que dizia que uma indesejada companhia estava a caminho. Por um momento pensei que seria grosseria não esperá-la para subirmos juntos, sabendo que uma pessoa estava vindo. Mas, estando bêbado, queria que aquele momento fosse menos constrangedor do que já naturalmente é.

Entrei desesperado no elevador, apertei meu andar sucessivamente, e comecei a escutar os passos de salto alto vindo lentamente. Quanto mais o treco demorava, o som dos passos ficava mais nítido, evidenciando uma proximidade quase inevitável. Puta que pariu! Aquela porta parecia retardada, que não fechava! E os passos aumentando gradativamente. A porta começou a fechar e ouvi os passos aumentando de velocidade para uma corridinha na tentativa de segurar a porta... Prendi o ar por um segundo, de tanta tensão que me acometia naquele instante. Parecia que um psicopata dos mais perigosos estava prestes a me matar! Que angústia! Quase me mata mesmo, mas de nervoso!

E a porta fechou-se, então. Suspirei, ainda nervoso, com o coração batendo forte. Olhei para a câmera que tudo vê, e pensei que o porteiro deveria estar se matando de rir com tamanha idiotice: eu me encolhendo em um canto, apertando desesperadamente o botão de meu andar e suspirando logo após com o sucesso do momento myself.

Confesso que me senti ridículo depois que a sobriedade chegou. Mas dane-se! Aquele elevador foi só meu!

Domingo, 3 de Maio de 2009

Piada Pronta

Então tem gente que resolve cantar. O Roberto Justus é um que já causa uma boa de uma vergonha alheia.

Mas aí, quando você PENSA que Justus é o fundo do poço, se depara com este vídeo:



Então, como piada pronta que é, repare:

* Na cara de vergonha alheia das dançarinas.
* A comovente interpretação de Gilberto Barros de dar inveja a animador de velório.
* Quantas vezes ele falar "Acorrentado", quantas vezes ele vai juntar as mãozinhas em sinal de acorrentado.
*0:08: Cara no canto direito da tela quase obrigando a galera a levantar as mãos.
*0:17: Convidados do programa repensando o cachê.
*1:08: A mãozinha do Gilberto Barros!!!!!
*1:20: Solo de guitarra de churrascaria.
*1:49: Cara de assustar espectadores da dançarina.
*2:10: "Suuuuuuucesssoooooo".
*3:38: A "animação" das palmas da Platéia
* Beijo na família brasileira pra concluir.

Quer dizer né. O cara não te UM PUTO de um amigo pra contar pra ele que tá ridículo!

Mas eu conto. GILBERTO BARROS, volta pro buraco de onde o senhor nunca deveria ter saído. Deixa música pra quem sabe cantar. Contente-se em apresentar programas populares de televisão que já tá bom demais pra você.

Sem mais por ora!

Sábado, 2 de Maio de 2009

Virando Culturalmente

Amigos afoitos por novas Blasfêmias, tenho me ausentado, confesso.

Hoje eu vou a Campo em busca de muitas histórias e, certamente, conseguirei.

VIRADA CULTURAL DE SÃO PAULO!



Segunda-Feira voltamos com as operações normais!

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

O que vai ser, chefia?

O atendimento em São Paulo é sensacional. Isto é postulado por todo mundo que conhece aqui. Em todos os lugares - seja no Brasil ou fora dele - que eu conheci, nenhum se equipara ao da terra da garoa. Os garçons só faltam chorar de emoção pela sua presença. Fazem de tudo pra te agradar e nem ganham gorjeta por isso. Ah, só os tais 10%, mas até aí todo mundo ganha.

Uma coisa que me tira do sério é ser mal atendido. Eu sei que é desejo individualista de paulistano mal acostumado ("você me deixooooou mal acostumadooo, com o seu amorrrrrrr") ser bem atendido. Mas acontece que eu acho MESMO que, a partir do momento que eu tô pagando por aquela merda, eu tenho que ser, no mínimo, bem atendido. Antigamente eu ficava com pena das pessoas, e pensava que elas podiam estar tendo um dia difícil, ou que alguém a tenha destratado há pouco. Mas depois de trabalhar diretamente com atendimento nas terras de Titio Sam, percebi que realmente o cliente tá CAGANDO pros seus problemas, e ele tem razão. Porra, não é uma sessão de psicanálise sabe, é um atendimento ao cliente. Se você tá com problemas, se foi destratado, compra um joão-bobo e fica lá batendo nele nos fundos da empresa até se acalmar.

E olha que só eu sei quanto fui destratado nessa vida por americanos-eu-sou-conhecedor-dos-meus-direitos-e-não-vou-me-submeter-às-bobagens-que-um-terceiro-mundista-está-me-impondo. Teve uma vaca de uma velha (sempre as velhas, reparou?) que foi tão estúpida comigo, mas tããão estúpida comigo que a cliente que estava sendo atendida do lado dela por outra pessoa começou a discutir com aquele diabo, me defendendo por entender que era muita grosseria o que estava presenciando. E eu estava tentando AJUDAR aquele animal. Pensa que eu perdi a pose? Não senhor! Respirei fundo e chamei "Nexttt!" da fila com um sorriso no rosto. Tava com batedeira no coração, confesso. Mas num pode meu, o infeliz que vem depois num tem absolutamente nada a ver com a besta anterior! É como chutar o seu cachorro porque um na rua te mordeu! Ou como xingar a vizinha da esquerda porque a da direita te tacou um ovo no muro. Ou como reclamar do vizinho de cima porque você é mal comido.

Eu sei que uma vez estava lá quietinho na recepção do Resort brincando com o grampeador de papel. Niquiqui chega uma mulher pra me perguntar uma coisa, eu GRAMPEEI MEU DEDO. Sei lá como e nem porque, num me pergunte. Se eu soubesse não tinha grampeado. Apertei o grampeador e meu dedo tava embaixo, por coincidência divina! Gente, juro. Foi um dos meus maiores testes de atendimento ao cliente da vida. A mulher olhando pra minha cara e eu sorrindo pra ela. Aí ela viu o sangue escorrer pela minha mão e falou: Vai lá ver isso menino! Só assim eu fui! Tava atendendo a mulher com o dedo grampeado! Duvido que esse povo que atende mal já tenha atendido mal por um caso tão extremo!

É também uma das da série "Odeio". ODEIO ser mal atendido e ponto final. Fecha a conta, vai Mestre!

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

A vez que o cinema virou um culto...

Logo que lançou o filme "A Paixão de Cristo" do Mel Gibson, decidi que iria vê-lo no cinema. Por mais que contrarie o nome do Blog, eu sou uma pessoa que tem uma uma certa espiritualidade e religiosidade, acredito em tudo isto, etc. Fui inocentemente ao cinema de minha cidade do interior que estava com a película na grade (de um filme por semana).

Particularmente sou uma pessoa BEM CHATA pra assistir um filme. Adoro ir ao cinema sozinho, pois dispenso fácil companhias falantes. Se é pra ir comigo é pra ir em silêncio. Num rola papo no cinema. Se quiser papear a gente vai pra um barzinho, toma uma cerveja e papeia até dar cãimbra na língua (eu já tive, juro). No cinema é pra entrar, sentar, e ficar calado até que as luzes se acendam novamente.

Logo que cheguei me deparei com o cinema LO-TA-DO. Tanto que sentei naquelas cadeiras-ninguém-gostaria-de-sentar-mas-senta-porque-é-a-única-que-sobrou-e-eu-já-paguei-ingreso-então-foda-se. Láááááá na frente, torcicolante. Antes do filme iniciar eu comia minhas pipoquinhas, sem ter percebido que a Igreja Universal marcou o culto LÁ NO CINEMA naquele dia. Meeeeeu. Nada contra, mas todos sabemos da ênfase dos evangélicos, que não é muito o que as pessoas gostariam de ter no mero cineminha que você pretendia pegar. Eu sei que logo que a luz baixou, sobe o Pastor no palquinho mínimo que tem na frente e começa:

(Com as mãos apertadas uma contra a outra e abrindo sempre no final de palavra)"Irmãos! Estamos todos aqui hoooooje para assistir uma obra prima que retrata os últimos momentos do Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra. Quero que assistam com muita atenção, o coração aberto para a mensagem que querem nos passar, e depois teremos uma discussão sobre ele."

Já dei aquela grudada na cadeira entre gritos de "Aleluia" e "Glória a Deus".

Começou o filme. Virava e mexia alguém soltava um enfático ALELUUUUUUUUIA! Cara, tomei CADA SUSTO! Uma tiazinha que tava do meu lado chorou tanto que eu pensei que a ambulância ia vir buscá-la no final da sessão por desidratação. E não é aquele choro contido, não. Aquele choro de soluçar acompanhado de resmungos altos. Olha, ficou difícil de concentrar no filme, viu.

A hora que terminou, a platéia, em êxtase, se levantou e bateu palmas gritando coisas. Lá foi o homem de novo pro palquinho pra dar o start na tal "discussão" que ele tinha mencionado antes do filme começar - que eu achei que fosse rolar na Igreja, quando voltassem. Por não fazer parte daquilo e ser um simples espectador do filme de Mel, me levantei pra sair. O Pastor deu um berro:

- Todo mundoooooooo que levantou pra ir embora!!!!

Engoli. Parei. Olhei de canto de olho tipo..."Vai, termina a frase".

- Não deixem o INIMIGO TOMAR CONTA! Voltem JÁ para seus lugares pra escutar a palavra de Deuuuuus!!!!!! Vocês renegam a Jesus em suas vidas???????? Então fiquem mais um pouco!!!

Pensei. Bom, pelo menos por respeito eu acho que devia ficar. Idiota né. Maior falta de respeito foi a dele de me mandar ficar sob a ameaça de que eu num admire nosso Senhor! Sabe...Vai tomar lá (nesse post quase santo, não poso usar palavrões). Eu que sei. E o inimigo vai tomar conta da...enfim. Voltei e sentei pra ouvir.

-Lembreeeeeeeeeemos meus irmããããos todos os dias de que ELE morreu na cruz por nós!

E por aí foi por um tempo interminável. Ainda tomei mais uns sustos com uns ALELUIAS E GRÓRIA A DEUS. Passado UMA HORA eu resolvi que o inimigo ia tomar conta de mim se eu continuasse lá. Aí sim eles iam ver o que que é o inimigo. É de carne e osso - mais carne do que osso, no meu caso. Levantei e ouvi um sonoro:

-Fiquem MAIS UM POUCOOO! A palavra de Deussss "bla bla bla Whiskas Sachê".

Levantei convicto de que 1 hora de palavras de Deus - do Deus deles e não do meu - era mais que suficiente. Saí andando, dei uma olhada pro Pastor com cara-de-to-indo-embora-mesmo e fui. Ainda ouvi uns resmungos dele que não dei muita atenção.

Cara. Disso eu tirei uma GRANDE lição: Quando você for assistir a qualquer filme que tenha um cunho religioso no fundo, cheque antes a programação da Igreja Quadrangular do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré. Acredite, cine-culto é uma experiência I-NES-QUE-CÍ-VEL. Se é que você me entende...

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Sobre a Modernidade...

Textículo do meu outro Blog que pode ter a ver com esse. Ou não. Foda-se.
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A ocorrência que levou ao boletim não importa. Foi estúpida demais para que fosse gerado um boletim, inclusive. A questão subsequente foi o registro do B.O.
Boletim de Ocorrência me remete a algo tão poético! Imagino, antes de tudo, aquela delegacia um pouco escura....ou com um poste de luz piscante na frente. Daí você entra. Logo na porta tem um policial meio gordo, coçando a barriga, com cara de poucos amigos. Uma televisão pequena, ligada na Record, muito chiada e com o som distorcido. Depois de você falar um pouco com as paredes, ele olha pra sua cara e diz:

-"O que é que cê precisa?"
-"Fazer um B.O."
-"Primeira porta à esquerda. Preenche a ficha e aguarda pra entregar pro companheiro que está lá agora."

Então você segue num corredor meio úmido. Ouve uns gritos de mulher de malandro numa sala entre repartições de madeira com vidro esfumaçado. Entra na sala, encontra um ventilador funcionando em baixíssima rotação, uma mesa meio estragada e um cara sentado com um cigarro na boca. Ele olha para você com a cara mais blasé que já inventaram e diz:

- Pois não, doutor!
- É aqui que eu pego o formulário pra fazer o B.O.?
- Senta aí e explica que que aconteceu - Puxando o fio da Máquina de Datilografar Elétrica e mirando a tomada sobre as lentes dos óculos de enxergar de perto.
- Então, é que...

Pára, Pára, Pára! Isto é o que se imagina! Isto é como era. Foi. Passado! Agora existe Boletim de Ocorrência On-Line! Sim senhor! Pasmem! Onde estará o glamour decadente da delegacia?

Fato: Adiantou, e muito, a minha vida. Não precisei mover milimetricamente as nádegas do computador para registrar a queixa. Mas sentirei falta deste tal glamour decadente. Não se fazem mais ocorrências como antigamente!

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Timão, ê, ô - UPDATE

Ceni fratura tornozelo, será operado e só volta no segundo semestre


Rogério Ceni não disputa mais a edição de 2009 da Copa Libertadores. Nesta segunda-feira, o goleiro são-paulino fraturou o tornozelo esquerdo durante treino no CCT da Barra Funda e deixou o campo gritando de dor. Ele será submetido a uma cirurgia ainda nesta segunda-feira e ficará longe dos gramados durante quatro meses.

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Não sei porque isso tá me cheirando arrego. Bem ou mal, tá FO-RA! Bora timãããão!

PS: Gente. O exu futebolístico e tomou de uma forma esses tempos que nem to parecendo eu mesmo. DOIS posts sobre futiba. Salve-me, Senhor!

Domingo, 12 de Abril de 2009

Timão, ê, ô!

Gente. Eu sou o Corinthiano mais fajuto e involuntário que eu conheço. Eu odeio futebol. Por mim poderiam todos ficar pernetas que não mudaria minha vida em NA-DA. Aliás, acho que até ficaria feliz, porque assim não seria obrigado a assistir de vez em nunca jogos de futebol. Nunca pisei em um estádio, e nem por isso me sinto menos brasileiro - estou deixando meu debut para 2014.

Mas neste domingo de Páscoa, virei curinthiano daqueles de dar orgulho ao Pavilhão 9. Sabe aqueles tiozões que sentam em frente à TV com uma cerveja gelada, amendoim, meia dúzia de amigos curinthianu da rua e usa a camisa do Marcelinho Carioca de patrocínio da Kalunga? Pois é. Foi bem isso mesmo. Xinguei do juiz ao Cléber Machado.

Quando levamos o primeiro já imaginei que fosse meu eterno pé frio. Quase desisti. Aquele empate que perdurou até fim também era uma espécie de azar, afinal jogávamos no Pacaembu, que, teimem à vontade, é o NOSSO ESTÁDIO.

Mas aos 48 do segundo tempo o rapaz lá (querer que eu saiba o nome já é demais) me faz um gol de abraçar inimigo pra comemorar. Caraaaaa! Foi de cair o cu da bunda de emoção.

Não que eu esteja amando futebol, jamais. Mas essa semi contra o São Paulo eu vou TER QUE assistir né. Pra conferir o resultado dessa coisa toda agora. É como assistir o programa da Márcia Goldshmidt a tarde toda pra saber o segredo do cara e não assistir o final. Reavivei o curinthianu morto em mim. A não ser que o Timão perca. Daí eu volto a ser um apático.

Mas isso é só semana que vem! Por enquanto vou zoar MUITO são-paulino por aí!

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Ei, Mallu, vai colher Caqui!




Gente. Eu tô por aqui com a Mallu Magalhães. Se eu encontro essa menina de novo (sim, já cruzei com ela no aeroporto) na rua arrebento com ela! E conto o porquê!

Comprei meu celular Vivo há pouco, depois da perda do QUINTO APARELHO NA MINHA VIDA (é um dom divino...). Eu sei que a Vivo agora tá de conchavo com essa aí, e vem o CD dela no celular já pra você ouvir. Nem tinha nada contra ela, mas acontece que, dentre as músicas que eu coloquei no meu celular e eu gosto, precisava escolher uma pra me servir de despertador. Porra, não quero começar a odiar ouvir o Jorge Ben, sabe? Porque é fato: Música/som/grunhido que te acorda, quando escutado aforante aquele momento (não que naquele momento seja agradável, mas...) é DE ARREPIAR OS PELOS ATÉ...da Mallu.

Então escolhi "Tchubaruba" como sendo a música que ia me acordar diariamente. Num to podendo mais. Niquiqui aquele violãozinho começa a tocar, eu tenho vontade de sair dando mortais de costas de raiva. Agora tô num dilema: Mudo a música, diminuo meu ódio temporariamente e passo a odiar alguém que eu goste de verdade, ou aproveito que eu CAGUEI pra ela e aguento o ódio matutino que essa garota me dá?

Bom, por enquanto fica assim. Já tô no meu limite. Sem Jô Soares há meses, já tá foda viu.

Mas se eu cruzo essa menina na rua...tá perdida! Keep your eyes open, Mallu Magalhães!!!

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Alô?

Quem NUNCA ficou pendurado no telefone com vontade de voar no pescoço de um atendente de telemarketing, que atire a primeira pedra. Me arrisco assim porque sei que não vem nenhuma!

Todo mundo sabe que eles não tem culpa e blá, mas é aquele indivíduo que está falando com você. Como você pode transferir a raiva de uma pessoa falante ao sistema capitalista opressor e enganador de pobres consumidores que exigem seus direitos? Sangue de barata, ativar né?

Como um bom ser humano, eu SEMPRE fiquei puto a ponto de explodir. Porque é um sem fim! E não existe NENHUMA garantia de que o seu problema "estará sendo" solucionado. Teve um cara de Stand-Up (que eu acho meio forçadinho, ele grita um pouco demais...mas mandou bem nessa!) que sintetizou em um único vídeo TODOS os dissabores possíveis de se sofrer com um atendente de telemarketing:



Bom. Eu resolvi tirar uma com a cara de um certo atendente...Mas acho que ele não curtiu muito. Mas a piada foi MUITO MAIS FORTE QUE EU.



Fiquei com medo da supervisão. Tudo bem que quando você precisa deles, eles nunca estão, mas fiquei com medo.

Mas minha maior vingança foi outro dia. Minha situação não tinha solução, eu mandei com todas as letras: VAI TOMAR NO MEIO DO OLHO DO SEU CÚ! E desliguei. Gente, é terapêutico. Tentem em casa. Quando a situação se agravar muito, manda mesmo. Com essa eu economizei MUITA terapia, testes cardíacos, baba, e tremedeiras.

Telemarketing. Desculpa. Vocês são os heróis da comunicação cliente-empresa. Parabéns (Até eu precisar falar com vocês. Aproveitem minha bondade, porque não é sempre. MESMO! Pergunta pra Ana Carolina da NET! Eu posso ser MUITO baixo. Mas por enquanto eu encerro o Post em clima de paz.)

=)

Domingo, 5 de Abril de 2009

A gente se fode mas se diverte...

Relembrei uma história de um momento da minha vida esses dias e acho que cabe bem contar por aqui...

Por 6 meses eu morei no cu do mundo. Aliás, o cu do mundo é quente pra caralho! Sim, meus amigos. Depois vim a descobrir que foi uma das experiências mais importantes da minha vida, mas quando tudo começou eu não sabia disso. Morei em Rosana, extremo Oeste do Estado de São Paulo. Basicamente é a última cidade do biquinho do estado. Onde Judas perdeu a vergonha (porque se perdeu as botas muuuuito antes de lá, chegou seminu já). Fui estudar, porque passei no vestibular, e simplesmente fui, assim sem pensar.

O fato é que tão distinta autarquia dista 700 quilômetros (agradecimento ao Google Maps) da cidade onde morava até então, no interior do estado. Tudo bem, se você vai de carro, são NOVE horas de extrema unção. E sim, isto não é necessariamente um problema, por mais que pareça. O problema MESMO é quando se vai de ônibus. São DEZESSETE HORAS de lamúria e MUITA chateação, entre paradas em rodoviárias-chiqueiros e microparadinhas na estrada pra apanhar andarilhos. Bom, pra começar que a única companhia que faz este trecho (óbviamente que não é direto) é uma companhia de viação de quinta, que não vou citar o nome aqui por razões éticas. Mas se pintar um ônibus da Andorinha na sua frente, foge. Aliás dizem que "uma andorinha só não faz verão". Pena. Porque se tivesse uma só eu dava-lhe uma estilingada e evitaria palpitações cardíacas posteriores. Na comunidade do Orkut "Eu odeio a Andorinha", tem histórias de pessoas que viajaram com um porco andando pelo ônibus, de apreensão do busão inteiro por tráfico de drogas, de gente que viajou em banco mijado, de gente que viu as malas voando pela estrada, e de gente que teve que EMPURRAR O BUSÃO na estrada pra pegar no tranco. Daí vocês vejam que nada do que será dito a seguir é uma hipérbole.

Dentre as 4 vezes que eu fui-voltei pra casa, uma delas foi extremamente peculiar. Logo de cara me sobrou a poltrona do canto, que eu detesto. Prefiro viajar de pé do que sentar no canto (janela, como queiram). Sei lá, me dá um momento-quero-fugir-e-não-tenho-como e num passo muito bem, não. Mas como sobrou só aquela, então mifu mesmo. Eis que senta uma gorda, daquelas de dar orgulho ao dono do KFC. Aquelas que salvam o expediente do dono da pastelaria! Sua bunda já ultrapassava o delimitador de espaços, confrontando diretamente com a minha, que já não é exatamente pequena. A primeira atitude que digníssima senhora toma é tirar os sapatinhos e por os pés pra cima. Gente, juro. Pensa em um sapatinho de velha gorda. Gorgonzola com fandango é o que mais se aproxima de tão cruel realidade que me aguardava naquele momento. Ela ainda deu um sorrisinho - porque CERTAMENTE NÃO SENTE MAIS AQUELE FEDOR - e disse: "É por causa daS varize!", prenunciando o que viria à seguir: Muita falação e um genocídio à língua portuguesa. Depois, para completar, ainda peidava e roncava. Gente, sem exagero agora. Eu ACORDAVA com o cheiro dos peidos dela. Quer dizer, né. Dá pra piorar? Dá!

Anteriormente àquela viagem, a Andorinha deixava copinhos de água na "geladeira" do ônibus para os pobres passageiros. Esse geladeira entre aspas refere-se à temperatura que a água atingia não se relacionar em nada com a pretendida por um equipamento refrigerador. Aí algum energúmeno teve a GENIAL idéia de colocar dentro do ônibus um galão de água de 20 litros, provavelmente para mostrar sua pró-atividade para a diretoria da companhia em descobrir formas simples de economizar nas viagens. Mas aquele infeliz esqueceu-se que moramos no Brasil, e que nossas estradas NÃO SÃO BOAS. Tem mais buraco que o metrô de São Paulo, porra! Eu sei que depois de Marília, começa um saculejamento tão grande, que iniciou-se um processo de acontecimentos caóticos para completar a minha noite. Manja aqueles negócios que tem no ônibus que ficam o ar-condicionado e as luzes (que no caso não acondicionavam o ar e nem acendiam)? Pois é, amigos. Aquela merda INTEIRA caiu na minha testa, enquanto eu dormia. Foi uma porrada bem no meio da minha cara, e ficou pendurada pelos fios que deveriam contribuir para o funcionamento desta joça. Puto, encaixei aquilo de novo em seu lugar, que logo caiu de novo e bateu mais forte que da primeira vez. Não dava pra arrancar fora e jogar, não dava pra grudar de volta, não tinha um lugar vago no ônibus. Agora vejam meu azar. Isto deveria ter acontecido com a velha gorda, porque eu troquei de lugar com ela, justifiquei claustrofobia e ela trocou de bom grado comigo. Mas a desgraçada dormia tão pesado, que não ia dar pra eu pedir pra ela voltar pro lugar original. Tentei dormir com aquele treco batendo na minha cara pendurado pelos fios.

Determinado momento, minha mochila caiu de cima do bagageiro (sim, a saculejância é MUITO FORTE), mas eu não percebi. Certamente, como qualquer animal quadrúpede previria, o galão de 20 litros de água também caiu, molhando TUDO que estava à sua volta, incluindo a minha pessoa e minha mochila que estava no chão com um monte de roupa limpa e passada. Mas ainda assim eu não tinha me dado conta que era minha a mochila que estava no chão. Só que teve uma hora que um bêbado quis ir ao banheiro, e a coitada não estava deixando a porta abrir completamente pra que ele passasse. O infeliz começou a gritar, xingar e CHUTAR A MINHA MOCHILAAAA! Eu acordei com aquele quiprocó armado, e fui olhar o que ele estava chutando. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que era A MINHA mochila???? Recolhi humildemente, ela escorria água de dentro pra fora. Nessa hora eu me segurei pra não chorar. Juro. Veio até a garganta. Foi a sinestesia mais cruel da minha vida: O odor dos peidos da velha misturado com seu chulé, o tato da minha mochila inteira pisoteada e molhada, o barulho do motor do ônibus no meu ouvido, e a imagem do bêbado mijando no banheiro porque não conseguiu fechar a porta. Se tivesse uma merda à mão eu lambia só pra garantir a desgraça dos 5 sentidos.

Eu cheguei lá pior que pinto no lixo. Parecia que tinha sido atropelado pela Vai-Vai e pela Imperatriz Leopoldinense juntas. A mardita da velha saiu sorridente pra encontrar os seus, o fiudumaquenga do bêbado saiu cambaleando pra encontrar os dele, e eu fui embora em silêncio para minha humilde residência, o Hotel. Esta viagem vai ficar pra sempre na minha memória como A PIOR VIAGEM DA MINHA VIDA.

De tudo isto se tira uma moral: Pense MUITO bem antes de preencher um "Manual do Candidato", viu. Mas depois que preencheu, e já tá no inferno, encoxa de vez o capeta. Porque a gente se fode, mas se diverte!

Terça-feira, 31 de Março de 2009

50 coisas que aprendi assistindo Chaves

Gente. Recebi esse e-mail de uma amiga muito fã do Chaves. Eu sempre
assisti, quando criança, depois de velho,
e acho que muita gente também.

Muito bom o mail... Have Fun!



01. Seria muito melhor ter ido assistir o filme do Pelé.
02. As crianças mexicanas tem rugas.
03. JAMAIS enconstar em alguém que esteja tomando um choque.
04. Seu Madruga paga o aluguel todos os meses. Por isso sempre deve 14
meses, não 15, 16, 17...
05. Brasilia já foi carrão.
06. Não basta ser o maior professor do mundo. Tem que ter um pouco de
pepsicologia.
07. Pessoas bebem leite de burra.
08. Existe uma fruta chamada tamarindo.
09. O Quico é emo.
10. Devemos deixar os outros fazerem nosso trabalho para evitarmos a
fadiga.
11. A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.
12. As tintas verde-limão são as mais baratas no México.
13. Trabalho não é a pior coisa do mundo. Pior é ter que trabalhar.
14. Uma epístola é uma carabina, só que menor.
15. Azul escuro em inglês é blue marinho.
16. Equilibrar cabo de vassoura com o pé é maneiro.
17. Deixar uma casca e banana no chão pode causar um grande acidente.
18. O segundo episodio do Guilherme Tell é o mais caro do mundo. Por isso
o
Silvio Santos não comprou.
19. Alguns móveis são feitos de isopor.
20. Portas também.
21. Se me acordarem às 11h, tragam o café na cama.
22. Socos têm barulhos de sinos.
23. Sempre tem um filho da puta que rouba as moedas nas fontes dos
desejos.
24. Leite é muito parecido com gesso.
25. "Quero ver outra vez seus olhos olhinhos em noite serena" é, talvez, a
única música mexicana que metade da população brasileira conheça.
26. Um cabo de vassoura com um lençol amarrado na ponta
equivale a uma mala.

27. O pai do Quico na verdade está vivo, ele simplesmente fugiu de casa.
28. Alguns alunos são tão tímidos que nem os professores percebem
sua presença
em sala de aula.
29. Uma caveira significa prerigo. PRE-RI-GO.
30. Ninguém tranca as portas nas vilas mexicanas.
31. As marcas de catapora feitas com caneta hidrocor ficariam muito
estranhas na TV Digital.
32. Qualquer Mcdonalds da América do Sul lucraria caso vendesse o Mc
Sanduíche de Presunto.

33. Hector Bonilha é o Antonio Fagundes acima da linha do Equador.
34. As pessoas boas devem amar seus inimigos.
35. Deus é um cara legal por não deixar as vacas voarem.
36. Os carrinhos feitos com caixas de sapatos são os mais maneiros.
37. Não é indicado deixar uma máquina de lavar no meio da sala.
38. Nunca acredite em boatos de que seus ídolos morreram num acidente de
avião.
39. Bolinhas de tênis de mesa são parecidíssimas com ovos.
40. Pirulitos podem ter o tamanho de raquetes de tênis.
41. O trabalho infantil é legalizado no México.
42. Os roteiristas da série não sabiam o que era a aritmética.
43. O estilingue pode ser uma arma mortal.
44. Tem vez que Acapulco é no Guarujá.
45. Se você é jovem ainda um dia velho será.
46. Pouco me importa se você quer. Compre.
47. Algumas pessoas são idiotas a nível executivo.
48. As dívidas são sagradas.
49. Se você quiser vir a ser alguma coisa, que devore os livros.
50. Se capivaras tivessem trombas seriam trapezistas em um circo
tchecoslovaco.


Desculpaí geração Pokemon!

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

O lado Humano de Dona Ruth

Gente. Preciso contar. Pra quem já leu as desventuras de Dona Ruth, minha vizinha de baixo, (se não leu, leia pra entender este Post), está prestes a ler algo impensado.

Sexta-Feira pela manhã, quando saía de casa para o meu estágio (adoro falar assim, parece que não trabalho ainda), tomei o elevador como de costume. Chegando ao térreo, encontro ninguém mais, ninguém menos que ela: General Führer Ruth. Mas, desta vez, estava desmontada!

Não usava seu habitual uniforme militar - as saias para baixo do joelho e os óculos grandes. Estava de roupa de faxina, bobs nos cabelos, e carregando um enorme (enorme mesmo) saco de fraldas geriátricas. Gente, posso falar? Fiquei sensibilizado. A não ser que a bexiga dela não valha mais um pardal desmaiado, ela deve ter um marido bem velho de quem cuida. Foi o que as olheiras profundas dela denunciaram para mim naquela manhã.

Deixei o rancor de lado e ajudei a colocar o saco de fraldas dentro do elevador. Ela esboçou um sorriso cansado e me agradeceu. ELA ME AGRADECEU! Fiquei tocado por aquela bruxa velha! Percebi que dentro daquela armadura de ferro que ela chama de peito, também bate um coração idoso.

Talvez ela não seja tãããããão insuportável assim. Talvez só tenha problemas. E talvez só esteja cansada. Talvez ela só seja velha. E talvez queira alguém pra por a culpa dos problemas da vida dela. Bom, daí ela se fodeu, porque não serei eu MESMO. Mas fiquei um pouco arrependido de blasfemar contra ela. Por isso este é o último Post referente a tão notável senhora (a não ser que aconteça mais alguma coisa de cair o cu da bunda!).

Se eu pudesse, ainda completaria naquela manhã: Desculpa General Führer Ruth...



...Mas vai encher o saco da puta que te pariu.

Abraços,

Victor.

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

157 Reais

Sabe aquelas promessas de fim de ano que você faz desde que se conhece por gente, engole os grãos de lentilha secos e nunca mais? Pois é. Em 2009 eu decidi que este ano seria diferente. Ia perder os quilos que me acompanham há anos, passar em uma boa dermatologista pra arrumar minha pele de calango, fazer um clareamento nos dentes e cortar o cabelo só no Soho com a Cris. Bem bichinha assim mesmo. Eu tava necessitado de uma injeção de metrossexualidade. Às vezes olhava os mendigos na rua e me identificava. É claro que tudo isto terá um ônus no meu ânus - com o peidão do trocadilho - mas resolvi abrir a mão e investir em mim, gastando o dinheiro que estava guardando pra mais um intercâmbio. Porque...né? Afinal, eu mereço, moléstia às partes.

Eu sei que hoje foi a consulta na dermatologista. Eu fui ano passado em uma que só faltou me atender cortando o bife de alcatra (não vou passar o nome da mulher aqui por uma questão ética, mas aquela Drª Glória Maria Batista, Rua Mário Amaral, 319 - Paraíso, pertinho do metrô Brigadeiro....vou te contar viu. Fiquei com medo dela, do consultório e, principalmente, do mau humor da recepcionista. Quase apanhei.). Preciso nem dizer que NUNCA MAIS pus os pés lá né. Depois uma amiga minha me cedeu uma consulta com uma Dermatologista que tinha fila de espera de mais de 4 meses (não foi altruísmo dela, foi viajar a trabalho). Fiquei bebendo até de manhã e mifu: perdi a consulta dessa também. Depois de uma discussão no trabalho sobre qual era o tempo que um médico devia ter de espera para dar a entender que era bom, niquiqui eu decidi ir de novo em uma dermatologista, joguei o shuffle da Zona Sul da Unimed São Paulo e caiu na Drª Aline.

Cheguei atrasado, coisa não habitual em minha vida, mas que a Avenida Paulista me reservou de surpresa às 9 da madrugada. Esperei um pouco e então fui chamado. Bom, baseado em minha experiência supracitada, eu agora tenho alguns pré-requisitos quanto à um profissional da pele.

1- Tem que ser ela. Homem tá pouco se fudendo, no fundo, se você tá bonito ou feio. Eles querem cuidar de lepra, seborréia, cancro, dermatite...doença.

2- Ela tem que te cumprimentar com nojo. Sabe aquele cumprimento que se dá a mão com as pontas dos dedos? Se fizer cara de nojo melhor ainda. É sinal que é limpa e não tava enfiando a mão no pus do paciente anterior antes de vir tocar em você (de luvas!).

3- Ela tem que ser fútil. A dermatologia estética não pode exigir uma pessoa super cabeça. Ela tem que te querer bonito para "arrasar na próxima balada", e nada mais do que isso. Porque é isso que você quer dela também. Nada daquele "nhe-nhe-nhem" da saúde da pele, e tudo mais. Fútil assim.

4- Ela tem que ter um consultório clean (em itálico pra destacar o estrangeirismo desnecessário). Tem que ter chão reluzente, tudo branquinho e com cara de novo. Pelo mesmo motivo do segundo pré-requisito.

5 - Ela tem que ter uma pele de dar inveja à Gisele Bündchen. Porque casa de ferreiro o espeto é de pau é a puta que te pariu. Se sua pele for uma bereba aguda eu JAMAIS vou confiar no que você está me dando pra passar na minha né. É que nem nutricionista gordo. Valha-me Deus!

6 - Tem que querer ouvir seu problema como se fosse um problema grave. Porque não é né. Então tem que escutar como se estivesse diante de um jacaré-do-papo-amarelo, e aquela pele fosse a última fronteira de sua carreira. Assim faz a gente se sentir menos idiota de querer parecer melhor.

7 e último mas não menos importante - Ela tem que parecer, nem que de longe, no escuro, depois do atropelamento, com a Victória Beckham. É sinal de vigor e confirma a existência evidente do terceiro pré-requisito.

Bom, postuladas as exigências, eu digo que Drª Aline cumpre - e muito bem - todas elas. Foi tudo lindo, até eu sair e dirigir-me à Drogaria Onofre, a mais chiquezinha de São Paulo (que eu conheço) porque só lá pra ter as coisas que ela me pediu. Um shampoo, um sabonete, um gel minipeeling, um protetor solar fator 30 para uso diário, e um creme preventivo. Dá-lhe laboratórios importados. Sim, leitores. O prenúncio deste momento é o título do Post. Eu desembolsei naquela hora 157 reais, que significou 1 dia e meio de trabalho árduo. O que mais me irritou foi o protetor solar, que é do tamanho do meu dedo mindinho, da largura do meu dedão, e custou 50 paus!

E agora, neste momento, estou eu aqui ardendo no fogo do inferno com o meu minipeeling na cara e escrevendo minhas asneiras. Não vou me queixar, também, viu. Fiz o que fiz porque quis e não me arrependo. Mas espero que os resultados sejam nítidos, ou eu vou lá, acabo com a raça dela e difamo publicamente, como feito outrora.

Que venha o clareamento dentário!

Terça-feira, 24 de Março de 2009

Da série "O Orkut lhe quer bem"

Sorte de hoje: O mundo é uma tragédia para os sentimentais e uma comédia para os intelectuais

Quer dizer né. Lógica é a puta que te pariu.

Praquiqui o Orkut se arrisca pagar esse ridículo!?!?!

Vou voltar a ler a coluna da Mãe Dinah. E o Orkut que vá ao local obscuro de onde nunca devia ter saído.

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Paulicéia Desvairada - Parte II

Logo que me mudei para cá, a maior maravilha que eu descobri foi a comida japonesa. Lá no interior até tinha uma tiazinha japonesa que fazia uma coisa ou outra, e eu já amava. Só que aqui em Sampa você tropeça em cada esquina num rolo de sushi. A partir disto comecei a comer comida japonesa deliberadamente e insanamente. Teve uma vez que, no alto de minha pseudomalandragem, fiquei observando o sushiman fazendo o rolo e depois cortando, na intensão de fazer em casa e baratear a brincadeira. Ah, e tirar uma de sushiman também, claro.

Eu sei que fui no Pão de Açucar - a filial do céu na terra, para mim - e comprei um pacote de alga marinha por R$10, achando que esse era mesmo o preço da bagaça. Depois minha tia que vive na Liberdade (bairro Japonês de São Paulo) me disse que em supermercadinhos de lá compra-se um pacote do mesmo conteúdo por R$2. Ou seja, né...mifu de novo. Já não tinha o arroz certo, então mandei ver no Tio João mesmo.

Ou seja, do meu plano inicial sobrou só a vontade de pagar de sushiman. Mas persisti. Botei o arroz pra cozinhar do jeito que tem que ser pra dar liga, piquei os recheios e quando estava começando a me preparar, toca o interfone. Eram caras da COMGAS que iam puxar o gás de rua aqui no apartamento. Suhi com obras. Só comigo mesmo.

Os caras entraram, e eu não desisti da minha meta. Coloquei a alga na mesa sobre a esteirinha, e tão logo comecei a esticar o arroz e colocar os recheios, o cara da COMGAS, que tava de olho comprido, não resistiu e perguntou:

-É trabalho de escola, é?

- Não. É meu almoço.

Peguei a faca mais cega que o Stevie Wonder e fui cortar o rolo (que ficou até que bonitinho). O arroz, que por sua vez não tava tão certo quanto deveria + faca cega = merda. Comecei a picotar os suhis e não sobrou UM ROLINHO INTEIRO pra que eu degustasse.

Fiquei puto pra caralho, taquei tudo num prato, muito shoyo e comi de garfo e faca assistindo Sônia Abrão.

Pudavida, nunca mais ousei explorar universos gastronômicos que não competem à minha sapiência culinária.

Domingo, 22 de Março de 2009

Irmina a Polonesa - O Retorno!

Gente, para tudo. Pra quem leu o Post Irmina, a Polonesa, caiam o queixo.

http://dispatch.com/live/content/local_news/stories/2009/03/22/immigrant_exploitation.ART_ART_03-22-09_A1_4HDAJ7F.html?sid=101

Nessa matéria de um Jornal local, o meu amigo chileno que sifu com a gente nas mãos de tão gorda polonesa, abriu o jogo geral e denunciou todo o esquema que sofremos na terra de Tio Sam.

Tô besta até agora. Irmina é agora uma CRIMINOSA!

Deve estar sendo presa, segundo o Felipe. Caralhaquatro! Que bafafá. Espero que num feda pro meu lado mais do que jpa fedeu.

Mexe com um chileno pavê.

Paulicéia Desvairada

Eu poderia montar uma sessão de posts aqui no Blog com esse nome, só contando as experiências que me sucederam quando mudei para São Paulo. Pra quem não me conhece ou não sabe minha história de vida (violinos ao fundo), eu nasci em Sampa, mas mudei quando criança pra uma cidadezinha (30.000 habitantes....é menos gente que na minha rua) do interior de São Paulo, tão cedo que nem tenho memórias pré-interioranas. Mas assim foi. Cresci, e por lá fiquei até completar 18 anos e mudar para uma cidade...menor. HaHa. Tá, não podia deixar de contar que morei em uma cidade que tinham macacos nas ruas. Mas sobre essa eu falo depois. Passei no vestibular, na famigerada Universidade de San Pablo (adoro dar um ar mexicano às histórias), e vim morar aqui.

Portanto, meu grau de inocência era muito alto. Eu parava pra ouvir todo pedinte, olhava cada vez que buzinavam achando que era comigo, pedia pizza e dava meu endereço apenas com o número do prédio, achava lindo tomar elevador, achava chique andar de metrô sozinho, pedia informação até para aqueles caras que as pessoas tem medo de olhar, andava de madrugada por lugares obscuros, puxava assunto e contava minha vida a qualquer um, e acreditava que o Pão de Açúcar era uma bênção divina por ser 24 horas.

Isto tudo sucedeu-se em 2006, ano que, coincidentemente, uma graaaaande amiga minha também se mudou de lá para cá pelos mesmos motivos. E, como no começo tínhamos tempo e não tínhamos mais nenhum amigo, nos encontrávamos frequentemente para fazer coisas juntos. Pra quem não se lembra, ano de Copa do Mundo. Não lembro onde foi (e to com preguiça de Googlear isso), só sei que a Itália ganhou.

No auge de minha supracitada inocência, fiquei sabendo graças à Central Globo de Produções que exibiam os jogos do Brasil em um telão no Vale do Anhangabaú (você que não é de São Paulo e não sabe o que isto significa pois não sabe o estado de degradação do Centro desta cidade, com certeza não meteu a mão na testa nessa hora). Imaginei na hora que deveria ser uma GRANDE emoção assistir a um jogo do Brasil na Copa em meio a milhares de torcedores brasileiros fanáticos. E foi.
Claro que não poderia ir só. Liguei para essa minha amiga - que é tão Barbie que faz escova e chapinha pra ir pra faculdade - e fomos os dois pro Vale do Anhangabaú assisti Brasil vs. Japão.

Chegamos cedo pra caralho. O telão ainda tava passando Vale a Pena ver de Novo, e tava MUITO vazio. Pensei até que era jogo de câmera da Globo nos takes pra parecer que estava cheio. Então fixamo-nos bem perto da cerca da frente, e fizemos companhia às únicas pessoas que estavam lá vestindo camisetas do tipo "Filma Eu", ou alguma mensagem pro Galvão Bueno. Ficamos conversando e nem percebemos que começou a encher de forma significativa, na medida que a hora do jogo se aproximava.

Gente, juro. Aquilo se tornou, em minutos, a Reunião da "Liga Nacional dos Mendigos Associados". Tirando nós, os que tinham mais dente na boca eram os cachorros - porque um mendigo SEMPRE tem um cachorro. Quando percebemos, já estávamos envolvidos na mendigagem de uma forma bastante olfativa. Determinada hora uma mendiga chupava mexerica e jogava o bagaço no público - eu era um deles. Com isso, logo saiu uma briga de mendigos, e nós começamos a ficar apavorados. Iniciou-se o jogo, e já não havia meio de sair dali. Estávamos no olho do furacão!

Como já diz o ditado: "Tá no inferno, abraça o capeta." Resolvemos assistir o jogo mesmo em meio a tamanho odor e tentar, na medida do impossível, curtir. Eu sei que foi uma coragem grande de nossa parte, mas naquela hora não tinha muito o que fazer mesmo. Começado o jogo, a cada lance que o Brasil chegava perto do objetivo me dava uma ânsia devido aos braços que se levantavam expondo aquele chorume a céu aberto. Estávamos absurdamente apertados e esmagados com os mendigos, que em alguns momentos desacreditavam estar na presença de tão formosa dama naquele lugar, minha amiga. Ela também desacreditava estar na presença de tão formosos lordes.

Eu sei que na hora que o Brasil fez o gol, perdemos o controle. A mendigada pulava e se descontrolou de uma forma, que a polícia jogou bomba de pimenta. Quer dizer né. Se tava ruim, fodeu ge-ral. Só que aquela merda de bomba de pimenta serve pra dispersar multidão. Mas a gente não tinha por onde ser dispersado, já que era cercado por grades. Ou seja, foi um tal de mendigo desmaiar que vou te contar. Uma hora eu e minha amiga abaixamos pra evitar respirar aquilo, mas a suvaqueira e o chulé dos mendigos tava tão forte embaixo que preferimos voltar pra pimenta.

Bom, daí eu já tive que abraçar minha amiga como se fosse namorada pra evitar que a mendigagem se aproveitasse da Barbicie dela, e até o fim foi rezar pra que aquele inferno acabasse logo. Gente, juro. Quando terminou aquele maldito jogo, eu jurei subir a escadaria do Bonfim por ter saído vivo de lá. Parecia que nós tinhamos sido atropelados por três escolas de samba inteiras, e surrados por He-Man e She-Ha juntos em uma batalha mortal. A gente se olhava e não acreditava que havíamos vivido aquela situação. Pegamos o metrô em silêncio, ainda tentando conformar-nos com o odor que exalava de nós mesmos.

Acho que foi o banho mais longo da minha vida. Quando o Brasil perdeu pra França eu quase comemorei. Mas tenho certeza que lágrimas de mendigo rolaram no Anhangabaú.

Paulistano desavisado é Paulistano fodido!

Terça-feira, 17 de Março de 2009

O Glamour da Estação da Sé...



Foi em um dia como este. Sim caros leitores, em um dia como este, que eu peguei um trânsito fenomenal - e não me refiro em nenhum segundo ao Ronalducho - fiquei horas a fio parado, e depois, quando desço a escadaria do Metrô da Sé, acreditando ilusória e compulsivamente em um milagre, me deparo com esta cena.

Neste dia eu cheguei ao final da escada rolante, agachei do lado da máquina de vender livros pra não ser pisoteado, e chorei. Chorei de soluçar, pior que muito choro da minha vida.

Chorei por uns 10 minutos sem parar, de lavar o rosto e a alma. Levantei, sequei as lágrimas, e entrei na fila pra pegar o próximo trem.

São Paulo tem disso. Tem dia que a gente tem vontade de matar dois, três, e tem dia que a gente ama como se fosse um filho. Neste dia, especificamente, eu odiei.

Sábado, 14 de Março de 2009

Da série "O Orkut lhe quer bem"

Gente, abro meu Orkut. Quase nunca olho a frase do dia, porque já taaaanta asneira, que nem olho. Mas como sou curioso às vezes, resolvi olhar hoje:

Sorte de hoje: Encontre a felicidade no seu trabalho ou talvez nunca saberá o que é felicidade.

É de foder ou não é? Olha esse Orkut que mal amado!!! E ainda me deseja mais trabalho! Sai de mim! Espero não correr o risco dessa praga pegar!

Felicidade = Trabalho?

Alguém aqui estava precisando sair mais com os amigos, arrumar um affair, viajar, comer em bons restaurantes, conhecer gente nova, estudar coisas novas, ler bons livros....tá loco!

¬¬

Fiquei puto com Orkut e ponto.

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Sonhos surrealmente reais!

Essa semana teve um dia que eu trabalhei de madrugada. Por motivos de prazos, enfim. Não interessa porque eu trabalhei de madrugada. Só sei que fui dormir às 5 da manhã passadas.

Por volta das 9 horas da manhã, estava na maior profundeza de meu sono, quando ouvi baterem na minha janela. Tá. Não seria estranho, se eu não morasse no QUINTO ANDAR DO PRÉDIO. Uatarrél estaria batendo na minha janela naquela hora? Pensei que era um sonho, sabe aquele momento meio acordado, meio dormindo?
Virei pro lado, fiz um "minham minham minham" e cerrei as pálpebras cansadas. Volto a escutar batendo, desta vez de forma mais abrupta.
Caracaaaa manos! Que viagem foi essa? Dei um pulo na cama, porque agora estava certo de que era comigo o negócio!

Susurrei ainda em voz-de-to-definitivamente-louco:

-Pois não?

Cara, sussurrar "pois não" pra sua janela do QUINTO andar, é um momento ímpar na vida.
E o pior, respondeu!

- Oi! Quem está aí?

Puta merda. Ou foi a maior brisa da minha vida, ou era a realidade mais freak possível das nove da manhã daquele dia. Era uma voz no quinto andar, que interagia comigo, e mais: Era interessada na minha vida! Pensei se Dona Ruth não havia começado a subir DE FATO pelas paredes.

- Eu, uai.
- É que eu preciso que você abra a janela porque a gente vai pintar por fora!

Ufa. tava explicado. Cacete, essa síndica me mata do coração com pinturas na janela. Mas ainda assim estava descontente com aquela história. Porra, eu tinha ido dormir às 5! Isso representa apenas 4 horas de sono, que é pouco até pra um anão de jardim.

-Moço, vou abrir não!
- Ô meu filho! A gente mandou carta avisando que ia acontecer!
- Mas eu não recebiiiiiiiiiiiiiii!

Quem me conhece um pouco sabe que eu com sono, pra discutir com uma janela, num precisa nem de motivo!
Voltei a dormir, já puto. Tocou o interfone. Relutei em atender, mas era insistente.

- Alô! (nada amigável)
- Oi, é da Portaria. O senhor tem que abrir a janela pra pintar.
- Moço. Olha só. Eu fui dormir quase seis da manhã. Eu PRE-CI-SO dormir!!! Ele não pode voltar mais tarde não?
-Não pode. Então vai ficar sem pintar!

Ai se eu soubesse antes que a solução era tão simples.

-Ótimo! Fica sem pintar!

Voltei a dormir. Depois quando acordei pensei na vista da rua para o meu prédio. Todas as janelinhas pintadinhas bonitinhas, e as minhas amareladas e sofridas com o tempo.

Bom, pra quem já tinha discutido com a janela naquele dia, isso não era nada. Porque olha, vou te contar...pra dormir um pouquinho mais eu deixo janela sem pintar, quebro o pau com o porteiro, discuto com a janela, e sapateio na cabeça de Dona Ruth, se necessário for.

Boa noite. Fui!

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Sobre Microondas e Alface no Dente

Gente, juro. Há pouco estava num famigerado busão por esta cidade de São Paulo, e entrou uma mulher com uma bunda tããããão grande, mas tããããão grande, que eu não consegui evitar o olhar de inconformidade com aquele voluptuoso bolo de carne!

Porque ela não era exatamente gorda, e a bunda dela não era tããão grande pros lados (como geralmente é), mas era e-nor-me para trás! Seguramente apoiaria um forno de microondas naquela bunda com um vasinho em cima! E aí eu me peguei pensando em como certas coisas tem alta atratividade de nossos olhares.

Sim, molecada. Percebe o olho sendo puxado pela alface no dente! Você não quer! Você evita! Mas o olho volta sempre na alface, não importa o que! E mil outras coisas. Podemos colocar nesta lista cofrinhos! Nossa, quão grande é o grau de atratividade ocular dos cofrinhos?! Por isto que eu criei uma metodologia para que os cofrinhos sejam cobertos sem aquela clássica frase: "Viu, seu cofrinho tá aparecendo...". Colocar moedas! É aquele tipo de atitude que é tão básica que beira a genialidade. Como eu ter passado um trote telefônico no Disque-Trote que a USP tem para os calouros denunciarem abusos. Poxa vida, é um DISQUE-TROTE, sabe? Fiquei orgulhoso de mim.

Nossa, se for elencar a lista das coisas que puxam os olhares, vou ficar até amanhã.

Mas se tem uma coisa que era grande, era aquela bunda. Ai de mim se eu tivesse um microondas pra por em cima e testar se parava bem ou não. Ai dela se o microondas parasse em cima da bunda. Já mandava um Hot Pocket Sadia nugrau de fome que eu me encontrava.

Agora (parafraseando Guaraná Antartica): Um dente com alface mordendo o cofrinho daquela bunda, seria "O" acontecimento! Pagava pra ver.

Abraços!

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Emoção Oriental: um paradoxo moderno.

Texto do meu outro blog, mas eu acho que se encaixa bem nesse aqui.






Já diz o provérbio: "Uma imagem vale mais que mil palavras..." E como esta vale.

Dá pra imaginar tanta coisa!

Será que os japas presenciaram uma tragédia e estão se consolando? Será que estão num ato sexual público em pleno orgasmo? Seriam irmãos gêmeos se descobrindo? Ou quem sabe duas pessoas que se entregaram à emoção e abraçaram o primeiro idiota que viram na frente? Talvez pessoas que queriam expor suas novas dentaduras e não sabiam como!? Quizás ainda um casal dançando novamente seu primeiro bolero? Campeões de um reality show da "Melhor Idade" (qualquer dia escrevo alguma coisa sobre esta história de "Melhor Idade"...), ou ainda dois cantores alcançando notas agudíssimas? Quem sabe um novo tipo de "trote universitário" que se colam as pálpebras???!!!!


Bom, desta foto da pra perceber que tem emoção. Nesta imagem podemos entender no mínimo isto. É evidente que alguma coisa forte faz este dois se abraçarem desta forma.


Tudo bem, vou revelar dois mistérios: Um é a razão deste abraço tão caloroso, e o outro é se eles são Japoneses, Chineses ou Coreanos (Não podia perder a piada!).

São dois irmãos Coreanos (lá se foi um mistério) que não se viam há 54 anos e se reencontraram.

Mas que a foto é engraçadíssima, isto é!

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Pré-Molar é a puta que te pariu

Como outrora prometido vou escrever sobre os dentistas. Ah, os dentistas. Se existem pessoas que nasceram com um sadismo intrínseco são eles. Fantasiados de fadas-dos-dentes, estes excelentíssimos filhos das putas nos provocam torturas dignas de regimes ditatoriais e ainda recebem por isso com um sorriso - irônico e invariavelmente bem cuidado - no rosto.

Eu honestamente acho que tem que ter um pézinho na Alemanha nazista pra querer ser dentista. Aforante todo este aspecto psico-sócio-cultural comum a todos eles, existem alguns aspectos que podem ser que sejam comum a todos, mas eu vou citar baseado em exemplos de minha vida dentária. Começa pela sala de espera. Pode ver que sempre botam lá uma mulher com cara-de-não-queria-estar-aqui-nenfu-mas-meu-marido-não-aguenta-mais-meu-bafo-de-onça, revistas idiotas (porque assim você não se desconcentra com uma boa leitura), e sem exceções, uma porta fina. Se eu fosse dentista ia investir pesado numa porta de madeira de alta qualidade, ou até à prova de sons. Porque aquele barulhinho de motorzinho vai dando um trimilique interno, e as pessoas na sala de espera começam a se entreolhar prevendo a hora que vai chegar sua vez, quase que uma empurrando a outra pra dentro do abatedouro. Péssimo.

Além disso, conclui que dentista é solitário. Ou sem noção, não sei bem. Porque quando você chega no consultório e entra, eles nem te dão bola. Estão todos lá preocupados com os procedimentos, equipamentos, senta aqui, como vai, e não passa disto. Bastou enfiar 3 algodões, um fórceps e aquele caninho de chupar baba, que eles desandam a querer estabelecer diálogos com você. E não, eles não fazem perguntas de "Sim" e "Não":

- Me conta o que aconteceu no seu Carnaval!

Porra. Eu podia ficar meia hora contando tudo. E não existe uma forma de responder monossilabicamente estas perguntas! Pode ver! Volta e meia perguntam coisas tão complexas que você precisava de um psicólogo te acompanhando em terapia pra responder. Do tipo:

- E o que você pretende da vida?

Se enxerga com todo este equipamento supramencionado dentro da sua boca ter que explicar o sentido da sua vida! Peraí né amigo?! Acho que faz parte da tortura isso. Te forçar a questões tão complexas que não possam ser respondidas e te deixem mal por não responder. Ou mal por nem saber o que quer da vida!!!

E as máscaras??? Ah, bendito foi o designer que criou máscaras temáticas. Acho que era pra ser com criança, mas alguns deles usam deliberadamente. É no mínimo traumático ver uma pessoa com cara de palhaço te enfiando o motorzinho na boca.

Sem falar da dor. Quantos dentistas não te disseram já:

-Segura a minha mão (ou da pobre assistente). Se doer, aperta.

Aí naquela hora que dá a fisgada você esmigalha os ossos da mão. Eles invariavelmente respondem:

-Ahhhhh, mas agora não dá pra parar! To quase lá.

Quer dizer né. Então pra que que manda segurar a mão? Segurasse o próprio pinto, que assim aperta e esquece um pouco da dor no dente. Queria que mandasse socar a cara quando sentisse dor. Aí ia ver neguinho parando pra por gaze no nariz sangrando. Seria tão, mas tão mais reconfortante poder devolver a dor de alguma forma. Ou então cravar o dente na teta da dentista pra provar que a dor dói.

Mas pra mim o mais cruel de tudo isto é pagar o dentista. Quase sempre é uma grana que você não tem, por um serviço que te maltratou psicológica e físicamente, você nem enxerga os resultados, e eles sempre soltam um "Obrigado" extremamente receptivo, caloroso e honesto no final. Quantos "enfia no cu" eu já segurei. Só a fada dos dentes sabe.

Não que eu ache bonito a banguelice, nem defenda o pretume dentário. Mas é que Tandy me irrita.

Por isto protocolei pra minha vida: Dentistas, um mal necessário.

Domingo, 8 de Março de 2009

And the Oscar goes to...

Gente. Fiquei muito emocionado essa noite.

Tudo isto porque o meu Blasfêmia Cotidiana foi indicado como um dos melhores blogs de humor (?!) de 2008!



Pois é. Tô chique! Óbviamente tomei uma lavada, pois concorri com gigantes tipo KibeLoco, Jacaré Banguela, etc. Mas ainda assim fiquei lisonjeado pela indicação e pelos míseros votos que recebi (que NÃO FORAM do meu pai, da minha mãe e da minha vó.)

Quero aproveitar pra agradecer as visitas de lugares exóticos que venho recebendo (HA! Eu sei de tudo, graças ao Google Analytics). E pelas pessoas que miraculosamente resolveram começar a comentar.

Abraços a todos e obrigado mais uma vez...

Victor

Foi feito pra você

Gente, juro. Adoro quando publicitário tem acessos de critividade com pop-ups interativos.
Um banco muito conhecido no país qua acabou de fundir-se com outro e se utiliza de cores laranjas (porque não tá me pagando NENHUM JABÁ pela divulgação) fez uma propaganda.
É pra você pintar o negão do Timbalada. Bom, eu obviamente não me contive, e usei a minha criatividade. Os resultados passíveis de Print Screen vocês conferem abaixo (clique na imagem para ampliar):





(Cosquinhas)


(Tampando o logo pra evitar mídia-espontânea)
Enfim. Usem a criatividade e abusem deste pop-up interativo!
Abraço!

Lucas

Ontem foi a festinha de aniversário do meu sobrinho, um gênio das tiradas, que completou 4 anos esta semana. Por isto publico algumas de suas:

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Minha Vó para o Lucas (não me pergunte o contexto, pois desconheço):

-Lucas, sua mãe é o pote e sua vó o potão.
-Então você é o Barril, bibi.

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Meu irmão compra batatas chips de maçã e tenta convencer o Lucas que uma alimentação saudável compensa:

-Olha Lu, essas chips são de maçã e são crocantes iguais as batatinhas.

Lucas come uma, engole e retruca imediatamente:

- São crocantes pra você que é gordão.

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Minha prima (e madrinha) ouve Lucas falando do Star Wars:

-Você conhece o Star Wars Lu?
- Conheço, madrinha.
- Sabia que é Guerra nas Estrelas?
- Sabia.
- É porque star é estrela e war é guerra em inglês.
- (Cara blasé) Eu sei. Minha mãe já me disse.
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Parabéns pro meu querido...muitos anos pela frente...

Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Google Brincalhão

Gente, se tem uma coisa que me irrita no Google é quando ele resolve tirar com a nossa cara.
De vez em quando ele dorme com o Bozo de conchinha e vem zoar com a minha.

Veja o caso abaixo. Estava procurando (não me pergunte o porquê) estas palavras:



Aí Sr Google, no alto de sua benevolência, não encontrando o procurado, sugere..."Ahhhhh, queridooooo, serááááá que você não teria tido a intenção de procurar isto????".

Devido ao grau de esdruxilidade da palavra, até causa aquela dúvida né. Putz, será que era isso que eu teria querido dizer? Cliquemos na sugestão, eis que surge:



Google responde: Bom, se era isso que você queria procurar, foda-se, porque também não existe!

Quer dizer né. Porque que sugere então? Alguém já te deu uma sugestão alternativa inexistente?

Tipo você perdido nas ruas de São Paulo. Pergunta a um transeunte:

-Por favor (porque é educado(a)), pra chegar no prédio do Correio eu pego a Rua João XXIII?
- Ahhh, não seria melhor você pegar a Casemiro de Abreu?
- Ah, é? Melhor? Então vou por ela, obrigado.

Depois de três horas rodando, e sem sinal de NENHUMA Casemiro de Abreu, você volta pro local que encontrou o elemento (já fulo da vida) e pergunta (desta vez desprovido de muita educação)

- Ô meu senhor! Onde é que tá essa merda de Casemiro de Abreu?
- Não tá não.
- Cuméquié?? E porque é que você me manda pra lá, então???????
- Ué, você já tava perdido mesmo. Tanto fazia se era na João XXIII ou na Casemiro de Abreu!

Bom, você, no mínimo, enfiava a mão na cara do cidadao, né não? Mas como ele é o Google, e não tem uma cara pra eu enfiar a mão, eu guardo o ódio no coração para que, quando estiver em Los Angeles, próximo à sede deles, possa fazer um ataque terrorista à altura.

Sorte a deles que a passagem pra L.A. tá cara. Sorte a deles.

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Instituto da (falta de) Sono

Eu tenho problemas respiratórios desde que nasci, era intrínseco ao meu ser.
Minha respiração sempre foi um milagre. Tive todas as "ites" que um pulmão + nariz podem suportar.
Aos 20 anos eu respirava tão mal (de dia e principalmente de noite) que resolvi operar tudo que fosse necessário pra viver normal. Significou alterar o desvio de septo (já contei essa), tirar as amígdalas, diminuir a campainha (sim...) e a adenóide. Tava parecendo uma múmia no fim da cirurgia. Mas isso é o fim da história. Antes disso o médico pediu uns exames pra avaliar meu estado de saúde pré-cirúrgico, sendo um deles no Instituto do Sono.

O Instituto do Sono é aquele que sempre aparece com as estatísticas quando tem Globo Resporter sobre "Dormir Bem". Aí mostram os vídeos de pessoas que sambam a noite inteira, sonâmbulos, etcetera. Minha missão era passar uma noite lá. Pensei que seria meio chato né...afinal é como um hospital. O quê meu amigo? A hora que eu cheguei no quarto quase caí da cadeira! Parecia suíte de hotel de luxo! Uma cama gigante só pra mim, banheiro com banheira, televisão e tudo! Do alto da minha ignorância comecei a imaginar que seria uma noite sensacional. Só faltava a enfermeira gostosa.

Logo entra Dona Edna, uma enfermeira baixinha e gordinha com uma berruga na testa. Era o início do fim. Falou pra eu tomar banho, mas num podia lavar a cabeça porque iam colar os eletrodos e o cabelo não podia estar molhado. Agora para. Pensa que antes de você dormir uma pessoa diz que vai colar eletrodos na sua cabeça! Na hora pensei na Feiticeira com aqueles eletrodos na bunda que contraia e relaxava (exercício de sedentário). Fui tomar banho, esqueci e lavei a cabeça. Putaquepariu. Já fiquei imaginando aquelas merdas dando choques em mim a noite toda. Sequei tanto com a toalha que ela nem percebeu!

8 horas da noite eu deito na cama e a véia começa a me colar eletrodo. Gente, juro. Ela ficou até as 9 colando aquelas coisas em mim. Eu quase perguntei se ela num queria que eu abaixasse a cueca pra ela colar eletrodo no meu pinto! Tava pior que o Frankstein em noite de testes!
9 horas da tarde ela apaga a luz do quarto e me diz: "Boa noite, durma bem!". Quem me conhece um pouquinho sabe da minha absoluta notivagacidade. Soltei um sonoro:

-Cuméquié??? Pera lá minha senhora! Você querer me grudar um monte de coisa, vá lá, mas querer que eu durma as 9 da tarde já é demais!

A tia: "É bem. Vocês dormem às 9 e a gente acorda às 6!"

Quer dizer, né. A berruga na testa ficou fichinha! Já anunciei:

-Tá, só que é assim. Eu não consigo dormir cedo...posso ver um pouco de televisão pra ver se embalo?

-Pode, um pouco pode.

Não deu outra. Liguei a TV que só pegava Globo e assisti novela e BBB. No fim do famigerado Reality Show, voltei à minha realidade com Dona Edna adentrando meu quarto e tomando o controle da caixa mágica de mim:

-Bom, agora você tem que dormir.

Tá, entendi as razões daquela pobre senhora, mesmo sabendo que não conseguiria. Deitei, e não parei de fitar aquela câmera que me mirava de volta no teto. De vez em quando eu me virava de lado pra tentar arrumar uma posição mais confortável e soltava um eletrodo com um evidente "ploc!". Lá entrava Dona Edna e sua berruga, acendia a luz, passava cola, grudava, segurava um minutinho, apagava a luz, fechava a porta e falava dorme bem. Dorme bem né. Na casa da mãe dela. Lá pras 4 peguei no sono. 6 horas da manhã entra Dona Edna com um sorriso no rosto - que significava fim de expediente - e quase cantarolando uma música de "Bom dia".
Cara...cada eletrodo que ela me arrancava cantarolando aumentava a vontade de arrancar a berruga dela a dentadas. Meu mau-humor matinal é incomparável.

Me mandou pro café da manhã, que por sinal, foi sen-sa-ci-o-nal! Nem sei como eu comi aquelas coisas todas. Tava num estado deplorável! Parecia que tinha sido atropelado por três escolas de samba! Determinada hora parei o olhar num tiozinho que estava com uma cara tão desolada quanto a minha. Ele olhou de volta com cara de "estou no mesmo barco" e falou:

-É um café de rei pra compensar uma noite de filho da puta né.

Resumiu tudo. Que noite filha da puta!

Resultado do exame: Problemas respiratórios ínfimos detectados em um curto período de tempo, e constatada insônia crônica.

Mereço?

Experiências Soteropolitanas

Como eu disse antes, passei o Carnaval na cidade do Carnaval. Sim, queridos leitores, fui pra Pipoca de Salvador, e vivi momentos duca. Mesmo! (thx Mari pela sensacional acolhida!).

Cheguei no sábado de Carnaval. Desci do avião e segui as indicações de minha amiga pra pegar um busão (bandeira 2 nego, nenfu!). Paulistaníssimo, pedi 37 informações e aguardei quietinho o meu ônibus chegar. Parou o ônibus e logo surge o motorista com a mão na cara do primeiro da fila que ensaiou entrar no referido, anunciando:

(Leia com um sotaque baiano para que se torne mais verossímil)
- Rapaz...já fiz três viagens sem parar, vou descer, dá uma mijadinha, comer um sanduíche, tomar um cafézinho. Se vocês quiserem esperar, muito que bem, eu levo. Se não, pode esperar o próximo chegar aí, ou pega um táxi, se vira! (batendo uma mão contra outra).

Neste momento assimilei que não estava me deparando com o baiano way of life. Não. Ser baiano é mais que isso! É uma filosofia de vida auto-construtiva e anti-destrutiva! Mas eu sou paulistano estressado da coxa branca e fiquei batendo o pé do lado do busão.

Bom, cheguei no meu ponto, fui pra casa, coloquei as coisas e ia encontrar meus amigos no Campo Grande (um dos circuitos lá). Eis que rola essa conversa com o taxista no ponto:

- Por favor, quanto que dá até o Campo Grande?
- Ahhhh, mas eu não vou pro Campo Grande agora não, vice.
- ?
- Tá um engarrafamento dos inferno praquelas bandas!
- Moço. Eu preciso ir pro Campo Grande! Você tá me dizendo que vai se recusar a me levar porque tá engarrafado????

Tá, nesse momento me baixou o Paulistano enfrentador de trânsitos homéricos diariamente, sofredor, curintiano...

-Mas num levo mesmo! Vê lá com o último da fila dos taxista que talvez ele te leve.

Entrei no Táxi.
-Vai pra onde?
- Pro Campo Grande.
- Rapaaaaz, vou pro Campo Grande agora não! Pode descer.
- Porqueeee????
- É que tá tudo engarrafado lá por uma hora dessas. Não vou mesmo, por dinheiro nenhum!

Gente, juro. Pensa se os taxistas de São Paulo se utilizassem deste critério! Eles iam morrer de fome! Trabalhariam da meia-noite às seis da manhã, porque só essa hora não tem trânsito nesse inferno de cidade.

Pensando bem, comecei a concordar com o João Gilberto:

"A Bahia que vive pra dizer como é que faz pra viver..."

Quer dizer né...Tava à pé e tinha acabado de levar um tapa na cara de João Gilberto. Mas tudo deu certo, foi lindo, e agora to até achando que paulistano é tão estressado...

Mas logo passa, porraaaaaaaaaa!

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Rapidinha

Primeiro quero desculpar-me pela ausência. Foi grande, eu sei. Mas Salvador, Carnaval, Praia e, especialmente, amigos do caralho, exercram uma força sobre mim mais forte do que se calcula, e eu me ausentei do Universo por 10 dias. Mas rumbora!

Tem desenhos animados que me intrigam. Falo mais outra hora. Mas um especialmente me deixa meio (coloque aqui seu adjetivo apropriado).

Capitão Planeta. Tá lembrado? Concordo que é louvável a idéia deles lutarem pela natureza e blá. Mas tem uma coisa muito errada nesse desenho.



Na hora de "morfar" (/Power Ranger) eles gritam:

TERRA!

ÁGUA!

FOGO!

(Até aí tudo bem. Elementos da Natureza).

CORAÇÃO!!!!!!!!

Peralaumpoquim, minha querida. O grupo das visceras não é aqui não. Tá aí o capitão Planeta que podia avisar a menina. Mas com certeza nos bastidores devem rolar uns pegas muito fortes, e eu não ponho minha mão no FOGO pela integridade moral da que põe o coração na história toda. E a coitada que introduzia o ar deve ter tido uma puta briga com o diretor do programa.

Os bastidores. Ah, os bastidores. Felizes aqueles que sabem o que faz o ar ser substituído pelo coração.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Puxa a Cordinha

Pensa numa Pop-Up INVASIVA. Agora pensa outra vez:
Realiza chegando o caminhão de amostras da O.B. na porta da sua casa. Sua vizinha vai achar que você carrega um buraco-negro-avermelhado entre as pernas, o porteiro vai pensar que você espirra e vira ao contrário, e...ah, não vou utilizar toda minha capacidade analítico-criativo-interlocutiva com este caso para não constranger os leitores.
Será que essa Pop-Up vai receber UM CLIQUE?
Da série "Publicitários Geniais!"

Se o cavalo manco falasse - Parte II

Cantando em inglês, Calypso investe em carreira internacional
Banda também grava disco em espanhol e faz turnê européia em 2009. 'Accelerate my heart' pode aparecer em trilha sonora de Hollywood.


A cena já foi vista em alguns programas de televisão e em shows do Calypso – acompanhada da guitarra de Chimbinha, a vocalista Joelma canta em inglês os versos da música “Acelerou”. A versão não é brincadeira de palco, ela já foi gravada sob o nome de “Accelerate my heart” e pode até entrar na trilha sonora de um filme americano, diz o empresário da banda.

A tradução oficial da música é assinada pelo ex-baixista da banda de pop britânica Bliss, Paul Ralphes, e pela publicitária carioca Rosana Ferrão. Sem esconder o sotaque paraense, Joelma canta versos como: Could this be for real, or is it just for fun / Lighting up my fire, burning up inside / Is it just a dream? Can you turn me on?


Apesar de carregar o nome de um estilo musical caribenho muito popular no norte do Brasil, o Calypso não tem medo de soar muito “regional” para os ouvidos estrangeiros: “Temos influência de música árabe, indiana – nosso ‘Acústico’ tem elementos de country e flamenco. E, no fundo, o som do Calypso é mais parecido com o rock do que com qualquer outra coisa”, explica Chimbinha.

Inglês, aliás, não é a única língua em que a banda está investindo para sua carrreira internacional. Neste mês, o Calypso grava seu primeiro álbum com letras em espanhol, voltado para o mercado latino.

Mas, antes de uma turnê pela América do Sul, a banda tem compromissos marcados na Europa, passando por Itália, Alemanha e Portugal em julho, e outra nos EUA em setembro, além de apresentações em Cabo Verde e Angola – onde a banda se apresentou em 2008 no Dia da Amizade





Tá, chegou o momento. Quem vai contar pra eles? Deusulivre!!! Pra quem pensava que ia ficar no Nobel, chupa essa manga. Pra quem trabalha 8 horas por dia pra ganhar salário mais vale-refeição e vale-transporte, chupa essa manga. Pra quem fez anos de curso de inglês, chupa essa manga. Pra quem já tentou alavancar a carreira internacionalmente (leia Sandy & Junior), chupa essa manga. Pros admiradores de música de qualidade, chupa essa manga.

Tô começando a achar que quem envergonha o povo do Pará, sou eu.

Ironia fina

Então o Presidente mais natativo da história deste país fazia um discurso para os novos prefeitos eleitos, em Brasília:

- Hoje o Brasil tem QUATROS PROBLEMAS.

(Suspense)

- O primeiro é o ANALFABETISMO!


Ô se é. Tcheu ver que que tá rolando no Shoptime.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Dona Ruth - UPDATE

Pra quem acompanhou o Post "Dona Ruth", que mencionava nossa atribulada relação com a vizinha debaixo, aí vai o update, que sucedeu-se no último domingo.

Eu e meu primo no elevador. Ele apertou o sexto, pois no prédio que mora, vive no sexto (foi um engano, porra). Eu apertei o quinto. Chegamos ao térreo e ninguém mais, ninguém menos que ELA entra no elevador.

Com seus óculos grandes mirou os números apertados no painel antes de marcar o 4o andar.

-Quem é que mora no quinto?

Eu e meu primo entreolhamos. Ele me salvou:

-Sou eu.

- Então é você que mora no 52 e vive infernizando a minha cabeça?

Uatafuck essa velha tá querendo? Só pode querer enlouquecer-nos. Pra começar que ela é tão louca, mas tão louca, que ALUGAVA a garagem pro meu primo, e nem sequer lembra dele. E eu comprei até feltro pros móveis de casa pra que ela não tenha nenhum motivo pra resmungar mais!

- Não! Eu moro no 50 e....(meu primo parou um pouco pra pensar, juro!) cinco!

-Ah bom! Porque tem uns moleques no 52 que eu vou te contar viu. Ser velha sem poder dormir é duro!

Putaquelavida Dona Ruth. Já estou começando a entender que não há feltro que a torne menos gagá. E que não há mal que não se cure, nem bem que nunca se acabe. E, por fim, que não existe uma velha insuportável que não sucumba às maravilhas de um Lexotan 500 miligramas. Sociedade Protetora dos Animais (velhos), relaxa, estava brincando.

Um dia ainda vou dar uma VERDADEIRA FESTA em casa pra essa velha ter do que reclamar. Ah se vou.

PS: Meu primo diz: Imagina se a Dona Ruth é dessas velhas modernas e descobre o Blasfêmia?

Nahhhhh! (Mas ia ser engraçado.)

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Eleições Israelenses

"O Kadima teve uma vitória apertada nas eleições parlamentares desta terça-feira em Israel, mas a disputa pelo cargo de premiê continua. Tanto a chanceler, Tzipi Livni, do Kadima, quanto o ex-premiê Binyamin Netanyahu do Likud, declararam vitória de suas respectivas legendas no Knesset e sua consequente conquista do cargo".


Tendeu?

E você, caro eleitor, reclamando do Lula. Éle Ú Éle Á. L-U-L-A.

Se o Cavalo Manco falasse...

Banda Calypso é indicada ao Nobel da Paz

Os paraenses Joelma e Chimbinha, da Banda Calypso, concorrem ao Prêmio Nobel da Paz. A indicação foi oficializada na segunda-feira, 2, em Belém (PA), pela organização não-governamental Comitê da Paz, presidida pelo bispo João Pedro Nascimento.A justificativa da indicação é o “relevante trabalho humanitário em prol dos carentes da região Norte”. A organização se inspira nos Boinas Azuis, que ganharam o Nobel da Paz de 1988, pela atuação no canal de Suez.



Gente, juro. Tô besta. Ganhar a "Homenagem ao Artista" do Raul Gil pra mim já tinha sido o equivalente terem dado o DOUTORADO Honoris Causa pro Lula que a Universidade Federal da Bahia e a Universidad de Barcelona deram. Bom, mas a Mulher Melancia hoje em dia também é artista né. Tá, mas daí ao Nobel da Paz????

Já pensou em como figuraria isto na lista dos vencedores de tamanha Honraria?

1991: Mikhail Gorbachev
1993: Nelson Mandela
1994: Yasser Arafat
2001: Kofi Annan
2007: Al Gore
2009: Joelma & Chimbinha???????????

Peralaumpoquim! Como diria Galvão...(devia se candidatar também, agora que já virou putaria): Que que isso meus amigos!?!

Eles deveriam é ganhar um prêmio como os "Maiores Envergonhadores-de-pertencer-ao-Estado-do-Pará". (Pelo menos pros Paraenses que tem O MÍNIMO de noção psico-sócio-músico-artístico-espacial).

Bom, tenho fé no Santo Antonio da Boa Musicalidade que os jurados vão, pelo menos, rir da indicação. Espero. Torço.

Putizgrila. Fiquei com um medo maior do que serem indicados: Eles ganharem. Com isso o Calypso vai ser promovido por todo o território nacional a níveis alarmantes. Não sei se suportaria ter que ver entrevista de Joelma & Chimbinha no Roda Viva. Acho bom começar a rezar pra que o Senhor Nobel role BASTANTE no caixão, e mexa seus pauzinhos (ou ossinhos, que seja) do além para que uma desgraça de tamanha magnitude não se concretize.

"A Lua me traiu, acreditei que era pra valer".

Com esta frase retirada diretamente de uma música do famigerado grupo supramencionado, encerro o post. Sem mais. E com muitas velas acesas.



* Obrigado mais uma vez à minha amiga nipocearense pela deixa.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Ainda sobre facetas medicinais

Já que o assunto dos últimos posts foram em torno da medicina (adoro assistir Grey`s Anathomy, porque assim fico achando que entendo alguma coisa e posso discutir com o médico quando ele falar que é só uma caganeira) vou contar duas ótimas do meu irmão.

Bom, pra eufemismar a situação, ele tinha, no mínimo, fogo no cu. Sabe aquela criança que nasce incorporada por um exu do Tasmanian Devil? Pois é, este era meu irmão.
Certa vez levou uma chuteirada no olho, e apareceu em casa gritando: Tô cegooooooo!
Segundo relatos de meus bravos pais, o olho tava na pior MESMO. Levaram o Stevie Wonder no oftalmologista, e o cara pôs o menino sentado. Mostrou o quadro de letras e disse:

-Lê essa linha.

Meu irmão:

-Humxndicropfff.

Minha mãe, aos prantos: Ai meu Deus! Ele não está conseguindo ler! Tá cego!!!

O médico:

-Não, moleque. Lê letra por letra.

Meu irmão:

-Ahhh bom! Agá, Ú, Ême, Xis, Êne.....

Putaquelavida!

A outra história refere-se a um dom que meu irmão tem: o de reproduzir fielmente som de flatulências com as mãos. É bastante realista, confesso. Especialmente por não utilizar a boca, e assim deixar o interlocutor acreditando mesmo que o som é proveniente da região responsável por este.
Certa vez, no médico, minha mãe e meu irmão já sentados em frente à mesa do referido, recebendo as últimas orientações. A caneta do médico rolou pra frente e caiu no pé da minha mãe. Pobre e inocente senhora se abaixou para apanhá-la, mas foi pega de surpresa por um sonoro peido-manual do meu irmão. Gente, juro. Consigo enxergar a cara que meu irmão disse que ela fez de indignação. Ele falou que ela levantou olhando pra ele e dizendo: "Feliiiiiipe! O que você fez?????". A essa altura o médico já não se aguentou mais também, pensando: Porra, além de peidorreira a mulher ainda culpa o filho enfermo. Só sei que meu irmão saiu do consultório se mijando de rir. Mas ele não riu por muito tempo. Minha mãe deu-lhe um belo castigo. Praqueles que levam ao extremo aquela história do "perco o amigo mas não perco a piada", tá aí um ótimo exemplo.

Continuação Esquecida!

Bom, não poderia deixar de contar, agora, a melhor história de cirurgias que já ouvi.

(PS: Leia o post anterior porque um faz parte do outro).

A minha mãe tinha uns 15 anos, e o médico disse pra ela que tinha que tirar as amígdalas. Naquela época tirava-se as amígdalas por nada. Achavam que como o ciso, ou o apêndice, as coitadas eram um estorvo social. Minha mãe tava se cagando e foi contar pra doida da minha tia. A minha tia resolveu ir junto tirar as amígdalas pra fazer companhia. Tá, primeira observação: Que tipo de pessoa é dama-de-companhia-cirúrgica? Só minha tia mesmo.

Eu sei que realizado o procedimento, foram as duas (juntas) pro quarto de recuperação. Minha mãe estava ótima, e minha tia QUASE MORREU. Teve tudo que se pode ter. Teve uma hemorragia tão grande que minha mãe diz que lembra do quarto branco do hospital ficar inteiro vermelho. Nem conseguiam achar a veia da coitada pra botar mais sangue pra dentro.

Moral da história: Quando alguém te disser que está com medo de uma cirurgia, responda um bom e sonoro FODA-SE.

Sobre Glauber Rocha e Anestesias

Certa vez o baiano Glauber Rocha disse que bastava uma idéia na cabeça e uma câmera na mão para se fazer cinema. Se ele fosse vivo, haveria de concordar comigo: É necessário uma câmera na mão, uma idéia na cabeça, e um login do Youtube, para se fazer qualquer vídeo. Claro que no caso abaixo, uma pitada de filhadaputice do pai, também. Mas já que assim o fez, cá está nosso divertimento.







"Is this real life?" é a melhor frase ever!!!!



Fez me lembrar de minhas experiências anestesísticas. Claro que nunca fiquei nugrau desse moleque nenfu (a não ser no dia que mordi o peito da dentista, mas foi um acesso de dor e ela tava esfregando o peito na minha cara - ok, tava zuando, mas bem que poderia ser verdade. Aliás, dentista é um bicho estranho. Merece um post único. E esses parênteses já ficaram grandes demais!). As anestesias de dentista sempre me deixaram muito intrigado. Aquela picadela de nada dói irritantemente, mas suportavelmente. E aí você fica com a boca parecendo que teve um derrame. Um horror. Baba que é uma beleza. Mas essa anestesia não é a mais interessante.

Uma vez fui fazer uma micro-cirurgia (adoro esse termo, faz parecer que era irrelevante e que não doeu nada) no dedão do pé. Tirando o ridículo do fato, a anestesia doeu muito, muito, muito mesmo! Certeza que o cara que inventou aquela merda nunca ousou aplicar em si mesmo, porque se o fizesse ia perceber que era melhor dar uma no pédoreia pro moribundo desmaiar e num sentir dor nenhuma. Mas como eu suponho que deva doer menos do que o procedimento cirúrgico a sangue frio (tenho minhas dúvidas), então aceitei. O hilário da história não foi isso (nem o cheiro de auto-churrasco da cauterização). O hilário foi que todos os dedos do meu pé esquerdo estavam adormecidos. Cara, nunca soube que eles eram tão importantes assim. Claro, a gente imagina né...pro equilíbrio, e tal. E lembra da sensibilidade deles também quando dá aquela topada no dedinho em uma quina qualquer. Mas é uma diferença absurda! Parece que você tem um pézinho de japonesa, e vai se equilibrar no pé de japonesa pra ver. Além de um tombo, dei ALTAS topadas o dia todo (ou pelo menos até passar o efeito da mardita). O engraçado também é, quando está voltando, você "meio sentir" o dedão do pé. Pois é.

A outra intervenção cirúrgica hilariante da minha vida foi no nariz. Daí que eu tava numa pré-sala (affff), com mais umas pessoas. Veio o anestesista e me perguntou umas coisas, inclusive se eu tinha casos de alergia na família, e eu disse que não (e depois a senhora minha mãe veio me revelar que tinha mil casos, mas não me contou pra que eu ficasse mais tranquilo. Putaquelavida, minha mãe quase me mata pra me deixar mais tranquilo...). Chegou um enfermeiro, me deu a anestesia e disse: "Olha, você vai ficar meio grog viu, mas é normal". Gente, juro. Tava esperando aquela groguice como uma criança espera sua vez nas filas intermináveis dos brinquedos do Playcenter. E necas! Eu já tava vendo a hora que o médico ia vir com o bisturi na minha cara e eu ia sair no tapa com ele. Começaram a me levar pra sala de cirurgia, e foi passando o teto de hospital com vista da maca (ah, imagina isso, é bem típico de filme). Só sei que cheguei na sala com mais consciência do que nas análises que eu fazia com meu falecido terapeuta. 100%. Quando os enfermeiros foram me passar da maca pra mesa de cirurgia, começaram a fazer força, e eu falei: "Gente, vocês querem que eu passe pra mesa de cirurgia?" Nossa, pareceu que o defunto tinha levantado do caixão. Lembro até da cara de uma delas do tipo: Porra, não era essa a parte em que ele dormia?

Troquei de cama sob o comentário do enfemeiro: "Vixe, esse aqui é forte!". Daí vieram com uma máscara-momento-de-fuga-do-ataque-terrorista-biológico-do-filme-do-Steven-Seagall na minha cara, e pronto. Apaguei. A groguice ficou pra próxima. Acordei com o telefone tocando na sala de recuperação. Lembro que eu peguei o bendito e era a minha madrinha querendo saber como eu estava, como tinha sido a cirurgia, e tudo mais. Não consegui fazer muito melhor que o menino do vídeo, não. Aí já vem uma enfermeira com cara de felicidade dizendo "Ele acordou". Carajo de antenas! Se ela continha aquela surpresa no olhar, eu mifu. Pelo menos foi isso que consegui pensar na hora. Ou ela esperava que eu não acordasse? Branca-de-neve depois do atropelamento??? Bom, eu sei que a recuperação foi uma extremidade intestino-retal, mas isso não vem ao caso.

Espero nunca mais precisar tomar nenhuma dessas. Mas, se porventura precisar, preparem-se: aqui relatarei.

Sábado, 31 de Janeiro de 2009

A Responsa!

Sei que o que vou contar à seguir parece pagação-de-pau pro sensacional www.eneaotil.wordpress.com (e é), mas não tenho culpa de também ter um sobrinho Lucas, também prodígio, e também divertidíssimo.

Hoje, meio-dia. Meu pai corta provolone em cubinhos e passa pras pessoas.

-Pega um Lucas.
- Não, tio. Se não vai estragar o almoço.

Ficaram todos boquiabertos com tamanha sapiência nutricional de uma criança de 3 anos.

Lucas quebra o silêncio:
-Tá bom. Dá um beeeeem pequenininho só pra não ficar com lombriga!

UFA geral!
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"Tio, porque o Gandhi (meu cachorro) tá com cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança?"

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"Tio, quem desligou a lua hoje?!"
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E por aí vai.

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

O Cogumelo do Sol

Então como sou habituée dos aeroportos desse Brasil (infelizmente não por diversão, mas por trabalho), às vezes me ocorrem coisas que merecem posts neste fantástico local. Muitas já ocorreram, digo a verdade. Como na última terça-feira que conheci um PAQUISTANÊS GAGO.

-Which country do you live?
- Pa-pa-pa-pa-pa-pa-pa-pa (juro que não estou exagerando no número de pás, que acompanhavam piscadelas dos olhos) pa-pa-pa-pa-quistan!

Me segurei pelo menos pra não cuspir na cara dele com aquelas risadas incontroláveis. Eu sei, eu sei o grau da maldade contida nisso. Mas eu sou o tipo de pessoa que não consegue não rir destas coisas. Gagos, corcundas, tombos feios e vesgos, infelizmente, me tiram do sério - literalmente. Já tenho plena consciência do que me aguarda na próxima encarnação.

Mas sabe que outra vez aconteceu uma situação mais bizarra. Estava nas esteiras de bagagem de chegada dos vôos internacionais, eis que chega ele, todo pimposo: o velho japonês do cogumelo do sol. Tá, só eu pra reconhecer o velho japonês do cogumelo do sol. Mas reconhecido, fiquei admirando a vitalidade do senhor. Comecei a pensar seriamente em deixar os champignons e funghis de lado, e partir pro "do sol" (falando assim parece alucinógeno né. Será que não é??? Olha só. Nunca pensei nisso), afinal se for pra chegar na idade daquele japonês com o vigor dele, manda um saco dessa porra AGORA.

Leso, continuei a observar tão serelepe senhor, que se dirigiu à esteira. Identificou a sua mala (com um giga cogumelo desenhado), e imediatamente grudou nela pra arrancar da esteira. Quem disse que o velho conseguia arrancar a mala da esteira? O bico de papagaio deve ter atacado - ou então ele tinha o maior carregamento de cogumelo de aço do mundo - e o homem ficou curvado em cima da mala, grudado nela, rodando junto com a esteira. Minha primordial reação foi, antes de tudo, sentar no primeiro banco que eu vi pra dar risada da cena até sentir ânsia de vômito. Na TERCEIRA VOLTA do cara pelo circuito da esteira de bagagem, alguma mente genial - que não foi a minha, pois continuava rindo muito - teve a idéia de chamar alguém da TAM pra resgatar o homem.

Olha. Se eu tinha alguma ilusão que a merda do Cogumelo do Sol era milagroso, acabou ali na hora. Foi pior que descobrir que Papai Noel era o Justino, porteiro do prédio. O velho saiu depauperado do ridículo fato, e querendo esconder a giga logomarca "COGUMELO DO SOl" que estampava sua bagagem, o cara da TAM segurando o riso como nunca antes visto, e eu quase mijado de tanto rir da cara do japonês.

Tirei uma conclusão desta passagem (porque é sempre bom tirar conclusões das coisas que acontecem nessa vida): Mais vale um funghi na pança, do que um "do sol" na esteira. O velho que deve estar com pinçamento na coluna até hoje que o diga.

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

É Carnaval!

O carnaval está chegando mais uma vez, e em sua homenagem vou contar algumas boas histórias de outros carnavais da minha vida:

Em um dos meus primeiros carnavais, pulei até cansar, me diverti pra caramba. Saindo, já de manhã, eu e meu irmão (bem bêbado, como eu) me disse para que fôssemos juntos comer um lanche na barraquinha em frente ao clube. Era um tiozinho modesto, cheio dos clientes naquela hora. Como estava sem um puto, meu irmão disse que me pagava.
Comemos o lanche, e na hora de pagar meu irmão saca um VISA ELECTRON DO BOLSO, e entrega pro tiozinho.
O cara pegou, olhou...olhou e perguntou:

- E?
- Cobra aí pô (sic!). É crédito, por favor!

O tio ficou sem entender lhufas. Cara...aquilo era uma barraquinha de lanche do interior em meados do ano 2000! Bom, meu irmão também não tinha um puto. Como não haviam pratos para serem lavados, firmou-se o trato:

-Ó, faz assim então (sic!). Eu vou lá no banco sacar dinheiro e já volto. O moleque fica aqui de garantia que eu (sic!) vou voltar. Combinado?

Eu fiquei de garantia por mais de uma hora. O tio do lanche até se apiedou e falou que eu podia ir embora e voltava pra pagar outro dia. Mas também queria carona pra ir pra casa. 7 e pico da manhã, com o sol já queimando o cocoruto e o tio desarmando a barraca de lanche, chega meu irmão, mais bêbado que antes, e SEM O DINHEIRO.

-Porra!(sic) Encontrei uns amigos no caminho de volta(sic)...a gente foi pro bar...e gastei todo o dinheiro.

Eu e o tio do lanche tínhamos perdido mais de uma hora à toa. Engolimos ambos a seco. O tio disse que passássemos lá depois pra pagar, e eu mandei meu irmão tomar naquele obscuro local.
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Fim de festa, saio eu meio alegre do clube, e me deparo com o vice-prefeito da cidade. Não hesitei, gritei bem forte:

- Pinho da Cabanaaaaaaaaaaaaaaaa!

Ele cumprimentou com ares de candidato, e todo mundo olhou pra minha cara. Completei:

- Filho de uma puuuuuuuuutaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Não sei porque fiz aquuilo até hoje. Só sei que ele NUNCA MAIS veio pedir meu voto.
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Certa vez, meu amigo se aproveitou de minha leve embriaguez, e rasgou a minha bermuda que tinha furado não lembro como. Fiquei puto, resolvi ir embora da festa, e ele veio atrás (que foi útil, pois testemunhou e me relatou os fatos que se seguem).
Passei em frente à lanchonete-que-TODO-MUNDO-vai-depois-da-festa, e encontrei a pobre bibliotecária da minha escola, junto com seu marido. Mostrei a ela minha indignação:

-Olha aqui Magaliiiiiiiiiii! Rasgaram minha bermudaaaaaaa! Eu estou seminuuuuu! E foi um amigo meuuuuuuuuuu! Um amiiiiiiiigoooooooooo!

Sim, eu estava de cueca. A mulher não sabia onde enfiar a cara, o marido queria enfiar a mão na minha cara, e eu enfiei o rabo entre as pernas e fui embora.

Seminu.
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No mesmo ano, em outro dia, o trio elétrico que passeava pelas ruas da cidade até chegar no clube me deixou intrigado (sabe lá Deus porquê). Fora de meu estado natural, contam testemunhas que eu ficava me atirando na frente do trio, e atrasando a vida de todo mundo que estava atrás dele. Não me lembro bem porquê, só sei que ganhei um belo roxo nos joelhos. E alguns bons inimigos.
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Estava andando pelas ruas da cidade, já depois da comemoração festivo-carnavalesca, com uns amigos, e comecei a trombar com uns carros pra ver se os alarmes disparavam. Eis que para um furgão da polícia e me intimidam de forma deveras intimidante:

- Ô moleque, o que você tá fazendo?!!!
-Eu (sic)? Nada!(sic)
-Você por acaso tava batendo aqui nesse carro? Esse carro é de polícia camarada! Você tá loucooo? - (Que pergunta, devia ter respondido.)
- Não, não, tô batendo em nada não.
- É bom mesmo meu amigo, porque se continuar eu levo você lá pro morro, e aí você vai ver o que é bater! Tamo conversado?

Não quero, nem posso imaginar o que significa isso. Resolvi parar de testar o sistema de alarmes dos veículos automotivos.
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É por esta e outras que tenho muitos motivos pra lembrar de Carnavais com um ar de empolgação. E aí? Qual vai ser?!

Sobre buracos e porquices

- Ele tem a cara toda esburacada!
- Todo mundo que tem a cara esburacada é porco! Por isso que eu vou na dermatologista.
- E ele não escova o dente porque diz que estraga o esmalte do dente.
- Afff.
- É, e come alho porque faz bem pra tudo.
- Nossa.
- O suor dele cheira alho podre engordurado.

Pois é, meus amigos. É numa hora dessas que eu digo: Nunca reclamem de seus colegas de trabalho.

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

EXTRA! EXTRA! EXTRA!

Textinho antigo do outro Blog:

O "Herald Tribune" trouxe uma acusação séria!

O papo é mais ou menos assim: Um blogueiro do Uzbequistão (se você não sabe o que raios é Uzbequistão, acesse o Google Maps mais próximo) escreveu coisas cabeludaças sobre um empresário e magnata da mineração de lá. O cara ficou todo ofendidinho com as "arbitrariedades" ditas sobre ele, contratou um advogado fudido (o mesmo que salva celebridades em furos de paparazzis) e mandou que tirassem o Blog do ar por difamação. E assim foi feito! E aí, você, humilde leitor deste também simplório BloG...tão inofensivo quanto uma criança de 7 anos e meio pergunta-se: porquê caralhas a Justiça de lá não armou um barraco dos grandes para investigar os seguintes quesitos:

1) Se as cabeludices que o tal BloGueiro acusava o infeliz do magnata tinham fundamento,

2) Por quais razões a liberdade de expressão não foi assegurada,

3) Como um BloG pode ser retirado do ar por seu servidor sem nenhum mandado jurídico,

4) Porque o Uzbequistão é tão marginalizado do Oriente Médio.

5) O que eu tenho a ver com tudo isso?

6) Roberta Close é homem ou mulher? (Já que é pra investigar mesmo...)

É, nego(a). Pensava que era só no Brasil que aconteciam estas barbaridades alienatórias?

Por um lado fico feliz: O Capitalismo faz milagres não só aqui em Terras Tupiniquins. Por outro fico extremamente triste: O Capitalismo faz milagres não só aqui em Terras Tupiniquins.

Enquanto nenhum Magnata Brasileiro se ofende com o Blasfêmia...vamos devaneando né!

E que assim seja...até quando Deus quiser...(ou algum Setubal, Diniz, Marinho, Abravanel........)

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Nin hao!

Em 2007 eu decidi que ia estudar chinês. Queria alguma coisa diferente, sabe? Além de dar "aquele" up no curriculum, por gostar muito de línguas e ter facilidade, decidi pelo mandarim.
Minha primeira cagada foi ter me matriculado em uma matéria optativa que a Letras da USP oferecia de chinês. Sim, porque se eu reprovasse ia carregar aquela DP pro resto da vida. Mas como seria de graça, a tal da injeção na testa falou mais alto. E falou mais alto do que meu sono, também, afinal seriam 2 horas, 3 vezes por semana, das 8 às 10 da manhã. Pra quem me conhece só um pouquinho sabe que estar na USP às 8 da madrugada é um sacrilégio descabido, que eu não faria nem pra tirar o pai da forca. Tá, pra isso eu faria, mas como as possibilidades de quererem enforcar meu pai - que é um amor de pessoa - na USP, às 8 da madrugada são ínfimas, eu digo que não faria.

Bom, primeiro dia de aula, a professora (nativa a filha da puta) ensinou as 4 entonações básicas do mandarim: inhu (é um grunhido, não tente ler como I+N+H+U), inhuuuu (que é o mesmo grunhido, um pouco mais compridinho), unhi, e X - que é um grunhido que eu não conseguia imitar. O único da sala:

- Não é üihY. É üihY! - tentava me ensinar a pobre chinesinha.
- üihY
- Nããão. Você não está dando a entonação certa. É üihY!
- üihY!

E por aí vai. Não consegui dar a merda da entonação. Pode não parecer um problema, mas é. E mandarim, a mesma coisa ( a exata mesma coisa) dentro das 4 entonações diferentes tem sentidos diferentes. Güi = Mãe, Güiiiiiii (o mais longuinho) = Égua. Pronto. Pra chamar a mãe do cara de égua, é dois palitos. E a prófi insistia na minha entonação diante da sala inteira. Comecei a ficar puto.

Daí começaram também as aulas de grafia. Ieroglifos, desenhinhos...ou simplesmente ideogramas (o nome científico). Cara. No começo até que faz alguma sentido. Porque o desenho representa o que é. "Criança" parece o desenho de um molequinho. "Mulher" parece uma mulher ajoelhada com um manto - segundo a prófi é porque o chinês entende que a mulher deve obediência e deve se curvar diante do homem. Até aí, legal. Agora começa a viagem: a palavra "Bom" é um ideograma formado pelo mix de "criança" e "mulher", porque pro infeliz do chinês, o que pode ser "bom" além de sua mulher e sua criança. Ou seja, fudeu geral. Porque a partir de um momento, pra você saber o que está escrito tem que usar drogas pesadas, e ser muito, mas muito criativo, além de profundo conhecedor da cultura e sabedoria chinesa. Ah, tudo isto às 8.

Estive persistente, até a primeira prova. A mulé apresentou ideogramas e nós, pobres mortais, tínhamos que decifrar o que estava escrito. Eu fiquei 1 hora e quarenta em frente àquele pedaço de papel, e não descobri UM IDEOGRAMA SEQUER. Neste momento decidi que todo o sacrifício que representava o estudo daquela língua infeliz, seria em vão. Já enxerguei minha primeira e única DP no meu histórico da faculdade, e tive um pesadelo com a professora de chinês usando uma cinta liga e um chicote na mão me disciplinando. Acordei decidido a acabar com aquilo. Nos últimos 5 minutos que ainda poderia ser feito, cancelei minha matrícula. Foi com dor no coração, confesso. Mas meu cérebro agradeceu de joelhos - que nem tem.

Com isso eu descobri uma coisa sábia: Ninguém fala chinês. Eu tenho certeza. As pessoas fingem fazê-lo, mas no fundo, no fundo, ninguém fala. Nem os nascidos. Devem só fazer pressão...falam mesmo é inglês. Pelo menos foi o que minha consciência entendeu...às 8 da madrugada.

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

2008

É...mais um ano indo embora.
Mas sabe que 2008 não foi um ano qualquer! Tudo bem, eu já vi um cara de Stand Up Comedy falando sobre isso...mas como eu tinha pensado antes dele falar, resolvi escrever assim mesmo. Aliás...esse caras de Stand Up tão me tirando o pão de cada dia. Às vezes eu penso em alguma coisa pra blasfemar o cotidiano, falo pra alguém, e me respondem "Ah, é como o fulaninho do schrubles falou". Merda.
Mas voltemos a 2008. Neste ano aconteceram coisas absolutamente inesperadas e incomuns. Vejamos:

(A Top todas, para mim)
*Morre Dercy Highlander Tutancamon Gonçalves: Tá. A mulher tinha 247 anos. Dizer pra qualquer um que era inesperado ela morrer é até piada. Mas quem, ó leitor, não se surpreendeu com a morte dela? Eu mesmo quase chorei. Quase, eu disse. Acho que chegou um dado momento que as pessoas não contavam mais que ela fosse de fato morrer. Era como uma certeza na vida! Se tinha algo que eu sabia, era que a Dercy era viva. Mas morreu.


*Sandy dá: Está aí outro tabu de mais de duas décadas! Tudo bem, a Dercy é hors concours com seu centenário, mas ninguém esperava mais que a Sandy desse. E ela deu! Pelo menos agora não se pode ter mais dúvidas que a Sandy não é mais virgem. Ou o Lucas Lima tem que voltar pro Jardim de Infância. Desta forma não ouviremos nunca mais "Matérias exclusivas com Sandy, abrindo o jogo sobre família, trabalho e virgindade". Só faltou aquela Playboyzinha básica, mas isso vai ter que ser em 2009.


*Coringão na Segundona: Além de ter que ouvir eternamente que não temos o próprio estádio, que nunca ganhamos uma Libertadores, agora temos que amargar esta também. Mas como todos sabem, a segunda divisão fez bem para o nosso ego, e demos uma lavada. Tamo de volta em grande estilo! Fenomenais (agora curithiano esquece a história dos travecos...).


*EUA se fodem: Em 2001 eles não se foderam tanto assim. Tá dando tudo errado na vida dos caras. E tá aí um outro Tabu que vem há pelo menos 60 aninhos. Caraca velho! Demorou, mas chegou a hora. Ah, fora que o primeiro negão vai mandar na porra toda. Do caralho!


*Massa quase ganha Mundial: Cara...desde que o Senna se foi a gente espera alguma alma caridosa pra dar uma esperançazinha no nosso coração. Aí veio o Rubinho que fez o que fez por tanto tempo. Mas nós continuávamos esperançosos. Eis que chega Felipe dos Santos Aguiar Souza Andrade Massa (dá-lhe Wikipédia). E o cara faz a gente acreditar de novo que poderíamos levantar uma taça de Mundial. Nem precisou ganhar, porque ele já ganhou nossos coraçõezinhos de torcedores fanáticos!

*E uma Pessoal (afinal o Blog é meu e eu falo o que eu quero (ADORO A LIBERDADE DE IMPRENSA) (ODEIO ter que fechar parênteses duplos tipo os próximos que se referem ao primeiro que eu abri lá atrás)): Eu comecei a trabalhar. Digo isso porque comecei a trabalhar de verdade, sabe. Aquela coisa de horas por dia, salário mensal, férias, responsabilidades, velhices. Enfim, chega essa hora pra todo mundo.

E aí, mais alguém lembra o que fez de 2008 tão diferente?
Se lembrarem, postem nos comentários. Eu lembrei de um monte de coisa que esqueci logo antes de começar a escrever este post.

A todos, um Feliz 2009 cheio de surpresas. O que virá?

Abraços!

Victor

Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Lava Pinto

Então minha mãe resolveu entrar na era da informática há uns anos, criou uma conta de e-mail, e se diverte com as amigas trocando mensagens engraçadas, correntes, mensagenzinhas bonitinhas, etc.
A minha vó ficou invocada com a história e também resolveu se modernizar. Comprou um computador e contratou um professor de informática pra ir dar aula pra ela em casa.

Acontece que minha mãe recebeu um e-mail com um vídeo de um cara lavando o pinto no liquidificador (?!), achou muito engraçado e mandou pra todo mundo, incluindo minha vó.

Agora pensa, a vózinha lá na aula de informática com o menino, abre o e-mail e começa um cara a lavar o pinto no liquidificador!

Ela falando: Eu fiquei roxa, amarela, verde, não sabia onde enfiar a cara! O menino fico parado olhando com um olho arregalado, e pra tentar consertar eu falei:

"Olha, ela não é assim viu?! Ela é mãe de família! Ela é até espírita!!!"

Agora deve estar pensando que minha vó é uma tarada!!!!

Pois é. Tá aí uma coisa que minha mãe tem que aprender. Filtro!

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Azar no jogo...

Eu NUNCA ganhei nada. Jogo na mega sena por fé em Deus mesmo. Uma vez fui num desses bingos beneficentes de interior, e fizeram a tal da "Cartela Extra", que o prêmio seria metade do que arrecadassem com a venda das cartelas extras. Chegamos em um prêmio de R$ 500,00, que não é de todo mal pra um binguinho beneficente.
Fui marcando uma por uma, e parecia que ia ganhar. Quando o cara cantou a última bola da minha cartela, gritei um "Bingo!" tão forte que quase abafou o "Bingo" que uma velha gritou.
Bom, fomos levados ao desempate: Teríamos que tirar uma bola do saco (não do meu, porque aí não seria justo com a velha). Eu tirei o número 8, e a velha tirou o 93. Quase engoli a pedrinha.
Ganhei o pano-de-prato da Segunda-Feira como prêmio de consolação, e ela levou 500 mangos! Isso só deve consolar a mãe de quem bordou aquele pano. A merda é que ela doou os quinhentinhos pra instituição que promoveu o Bingo beneficente, coisa que eu não faria nem fudendo. Não por ser uma pessoa ruim, ou por não acreditar na idoneidade da instituição, mas é que já tinha feito planos com o dinheiro. E aí tive que chupar a manga de ver ela ter um ato bondoso com o prêmio que eu fiquei puto de perder.
Outra vez foi quando teve um sorteio de uma moto em uma balada na minha cidade do interior. Não que eu quisesse uma moto, mas eu poderia vendê-la e fazer mil coisas com o dinheiro. O sorteio seria pelo número do ingresso (numerado em ordem de venda). Gente, juro. Eu perdi a merda da moto por UM NÚMERO! Se eu tivesse chegado 14 segundos antes, ganhava a moto! Sim, e foi esse o tempo mesmo, porque eu tive que esperar o cara comprar pra poder comprar o meu ingresso. Já estava tão bêbado que eu chorei a noite inteira um choro doído, de lástima. Chorei tanto que o cara que ganhou foi informado e se sentiu mal...veio me propor que eu comprasse a moto dele, que venderia baratinho! Mas eu não queria comprar aquela merda. Queria ganhar!
A terceira vez foi um bingo beneficente (parte dois), só que valia um carro 0 quilômetro. A cartela custava 30 reais, e a cidade inteira estava participando do sorteio, num ginásio. Meu pai, quem comprou, não podia ir, me mandou. Eu alertei que era pé-frio, mas ele insistiu. Bom, pedrinha vai, pedrinha vem, uma hora o cara gritou: "Quem aí está faltando só um????!!!"
Era eu. Tremia feito Jão Paulo II (pra fazer jus ao nome do blog, uma vez na vida que seja).
Descemos eu e mais uma mulher no meio do ginásio. Só nós dois brigando por aquele carro. Foi uma a uma...até que ela deu um urro de "Bingo". Choveu uma chuva de prata nela, e eu fiquei com a maior cara de tacho da minha vida. Nem pano da segunda-feira eu levei nessa. Fiquei tão puto que rasguei a merda ali mesmo. E o pior é que a vaca é rica.
Outra vez que eu fui jogar Pôquer valendo dinheiro, fui o primeiro a sair da mesa. Nunca ganhei uma partida de War. Não ganho nem amostra grátis em supermercado.

Por isso eu acho que está na hora de começar a ter muita, mas muita sorte no amor!

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Rapidinhas

Luciana Gimenez Saramago para Amaury Junior às 00:43, sobre crianças que trabalham como atores:

"Quem deixa, tudo bem. Quem não deixa, tudo bem também!"

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Na casa da minha Tia:

- Nossa Tia, que bolo bom! Quem fez?
- Ahhhh! Foi a mulher que corta a unha de todo mundo!
...

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Placas Indicativas Abaixo!


Cara...eu não sei quem foi o animal que teve esta idéia...mas foi muito, muito boa! Quase chorei de rir! As placas, de simples sinalizadoras de "Animal Silvestre", passaram a sinalizar "Domador de Animal Silvestre", "Caça de Animal Silvestre" e, o melhor de todos, "Mula sem Cabeça na Pista". E tudo isto em plena Marginal Pinheiros. Putz! O triste é que se a polícia pegar os gênios que fizeram isso podem até ir presos.

Interventores 1 X Kassab 0.

*Obrigado à minha amiga nipocearense Rayanne pela deixa.

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Dona Ruth

Já que citei abaixo Dona Ruth, a velha que mora sob nossos pés, vou contar a história dela. Essa mulher deve ter uns 237 anos, mas fala que tem "80 e muitos". Com seus óculos grandes que deixam as pupilas pequenas, esta cidadã certamente tem o diabo no corpo. Logo que mudei para cá, e morava o meu irmão com o tal do Colmbiano maconheiro, já existia a richa Ruth versus 52.
Quando recebi uma notificação por escrito, resolvi me inteirar do caso, antes que virasse uma multa. Meu irmão falou que a velha era louca, e implicava conosco que tinha barulho. Cá entre nós, meu irmão chegava bem tarde, e nunca fez questão de ser silencioso. Principalmente quando levava a namorada para o quarto e a cama não tinha feltros embaixo (se é que vocês me entendem).
Um dia encontrei com a mulher no térreo, e com sangue nos olhos ela me disse:

- Escuta aqui ô moleque! (Eu com cara de "É comigo?!"). Eu não aguento mais aquela geladeira móvel de vocês (!!!). Pode parar com aquilo lá que está me deixando louca!
-Geladeira móvel????
-É! E larga de cinismo que eu já sei de tudo! Eu sei muito bem que vocês tem uma geladeira móvel. O boliviano me contou tudo!

Pronto. Aquele doido do colombiano me fala que a gente tem uma Geladeira móvel pra mulher. Que merda se passa na cabeça desse indivíduo além de fumaça?
Entre ligações e outras na madrugada (que eu sempre estava acordado), recebemos a segunda notificação por escrito, o que precede a multa. Meu irmão falou:

-Vai lá conversar com aquela doida porque se eu tiver que ir vou bater nela!

Devia ter deixado. Mas almejando pela integridade física de Dona Ruth - e pondo em cheque a minha - desci as escadas e bati na porta dela. A própria atendeu:

- Boa tarde Dona Ruth. Meu nome é Victor, eu moro no 52 e...
- Ahhhhh, então é você?!!! Eu não quero falar com você! A próxima vez é multa! - Batendo a porta na minha cara.

Bati novamente à porta com toda a educação que recebi de pai e mãe (e nunca estiveram tão à prova). Abriu a porta de novo depois de alguma insistência minha:

- Você não entendeu o recado não?
- Sim, Dona Ruth, eu entendi. Mas eu quero falar com a senhora porque nós não sabemos o que estamos fazendo que lhe incomda tanto! Chegamos tarde, mas não damos festas no apartamento....fazemos coisas corriqueiras como tomar banho, ver o computador, nada demais!
- O que???! Vocês dão uma festa por dia! Eu não aguento mais! E olha, não quero mais saber. Agora vocês vão é pagar multa!
- Ah é assim?! Então manda a multa que a gente paga!
- Ahhhh! Então são durões! Eu vou na Delegacia do Idoso prestar queixa contra vocês! Não é justo que aos "80 e tantos anos" eu seja obrigada a ficar acordada a madrugada inteira por sua culpa! Eu vou meter um processo em vocês, então!
- Então faz isso!!!! Vamos resolver na justiça!!!!!!!!

Fui embora sentindo o coração bater na garganta de ódio. Mas não ia permitir que aquela velha me enterrasse. Depois disso acho que ela ficou arrependida e não fez mais reclamações junto à Síndica conta nós. Mas outra vez ela pinta na porta às 3 da manhã, todos dormindo e grita:

-Escuta aqui meu filho! Vai ser difícil essa mulher parar de andar de SALTO ALTO aí na casa de vocês???

Juro que dessa vez eu fiquei com medo. Além de tudo a mulher tava dando pra médium. Retruquei:

- Ô Dona Ruth! Tá todo mundo dormindo! Se a senhora quiser entrar pra procurar, se encontrar um salto alto sequer eu ponho ele e sambo pra senhora!

Ainda comprei feltro para colocar debaixo das camas e não ter mais motivo de camas pra que ela reclame. Só sei que toda vez que encontra um de nós no elevador, no alto de seu sarcasmo pergunta:

-Pra que andar vai?
- 5º.
- Ahhh, você não é um daqueles moleques do 52 né?
- Não...moro no 58.

Uma simples mentira que nos traz calma e tranquilidade. Ou quase:

-Ah bom! Porque tem uns meninos no 52 que eu vou te contar viu!

Não seria ela se não reclamasse...

O Porco

Lá nos EUA conhecemos uma paquistanesa. Gauhar (demorei pacas pra aprender a falar o nome dela, que lê-se Gôrrar) é filha do atual Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, mas mora na Suiça. Acabamos ficando muito brothers dela, e ela de nós. Parecia até uma integrante do grupo há muito tempo. E mesmo sendo muçulmana, ela parecia bastante à vontade com os hábitos ocidentais, e nunca tivemos nenhuma divergência cultural que fosse percebida. Até este dia.
Nosso programa favorito é comer em lugares legais. Não precisam ser chiques...tem que ser legais...oferecer uma comida boa...por um preço que caiba no nosso bolso. Então resolvemos ir um dia ao Stevie B's, casa especializada naquelas Ribs (ou costelas, iguais às do Outback). Na religião muçulmana, eles NÃO PODEM comer carne de porco de jeito maneira. Mas nós não sabíamos que aquelas costelas eram de porco! Burros, pensamos que aquelas costelas eram de vaca (depois fui lembrar que numa "vaca atolada", as costelas são BEM GRANDES).
Convidamos a Gauhar pra ir conosco no restaurante, e ela aceitou. Chegando lá, pedimos as famosas Ribs, que chegou com alguns acompanhamentos, como uns molhinhos de barbecue, de Blue Cheese (que eu desconfio que seja Rockefort...), e de Cream Cheese. No de BBQ, Gauhar ainda perguntou pra garçonete:

- Moça, tem carne de porco nesse molho?
a garçonete olhou...pensou e respondeu:
- Não, no molho não tem.

Que momento idiota. Perguntar pra garçonete se tem carne de porco no molho que vai por na carne de porco! Só sei que ela se fartou de comer! Todos nós...mas o agravante foi que ela ADOROU!
Pagamos a conta e sentamos em frente do Stevie B's em uns banquinhos pra esperar o motorista do Resort nos buscar. Papeando até que ele chegasse, eu mirei no vidro da lanchonete e vi o desenho de um porco, gordo e suculento mirando de volta nos meus olhos. Fiquei DESESPERADO, e resolvi compartilhar com as meninas nipobrasileiras em bom português:

-Gente!! Acho que aquilo era carne de porco!
-Porque????
- Olha ali! Tem uma foto de um porco!
-Putaquelpariu!!!!

E a Gauhar perguntava em inglês: "What's going on?! What happened?!"

Nós não sabíamos, agora, se contávamos. Afinal ela poderia fazer alguma coisa pra salvar a sua alma, e evitar que a nossa queimasse no mármore do inferno pra toda a eternidade! Sei lá, qualquer oferenda, matar galinhas, vomitar, enfim. Mas talvez se ela não soubesse do ocorrido, isso não afetaria seu futuro religioso. Decidimos contar:

-Gauhar...acabamos de descobrir que o que você comeu era carne de porco!

Caralho, a menina ficou louca da vida! Deu três mortais de costas e ficou muito puta. Mas não sabia o que aconteceria a ela (que era nossa mais insistente pergunta).

Chegando no Resort foi ligar pra mãe dela lá no Paquistão. Contou a história, e disse pra nós que sua mãe também deu três mortais de costas e ficou putaaaaaaça da vida. Baixou a Conga de verdade na mulher. O resultado: Se ela não sabia, se realmente comeu inocentemente a carne de porco, não tinha problema.

Tanto escândalo por isso. Depois dessa ainda tentamos levar Gauba (apelido carinhoso) em uma feijoada que ia rolar em Miami, mas ela perguntou antes se tinha carne de porco, e aí ficamos com medo de mentir e Alá nos castigar. Até porque no caso de uma feijoada ela iria comer um porco inteiro...incluindo nariz, joelho e orelha.

Espero que esta não esteja contabilizada quando chegar do lado de lá...

11º

Meu prédio tem 11 andares, o que, convenhamos, não é muito para um prédio. Mas a desgraça do elevador está SEMPRE no 11º andar! Por isso lancei a teoria de que neste prédio, estamos nós no 5º, Dona Ruth no 4º bem abaixo de nós (a velha insuportável que num para de reclamar de barulho), e o resto dos moradores no 11º.
Os outros apartamentos são meros figurantes do nosso, de Dona Ruth e dos do 11º.

Um dia ainda vou conhecer todos os 40 mil moradores do 11º andar. Ah se vou!

Ou então fazer um acordo: Olha queridos, fiquem pra vcs o elevador Social (pode ser, não me importo), e nós e Dona Ruth dividimos o de Serviço.

Será que eles topam????

Alalaô ô ô ô ô ô ô!!!

Eu estava sem verão há dois anos. Desde 2006 eu não sinto minha pele fritar. Ano passado, bem quando o verão estava para começar (mas ainda com cara e principalmente temperatura de primavera) eu fui-me embora para os Estados Unidos, e justamente quando o verão de lá estava para começar, dando fim à primavera, eu voltei para cá...no inverno.
Portanto faziam anos que eu não participava do verão. Puta que pariu. Havia me esquecido como é sentir um calor que ferve as víceras, que não deixa encontrar posição na cama pra dormir, que me faz ter vontade de matar pessoas, que me deixa extremamente puto, preguiçoso e desanimado.

Decidido: Não quero mais verões em minha vida! Nem que eu tenha que me mudar para o Alaska, este é o último verão que eu sofro tanto assim. Algo vai ter de acontecer.

Agora só me resta rezar pelo início do inverno...

Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Na porta da geladeira

Eu moro em uma pseudo-república. Não é uma casa normal, definitivamente. Mas não chega a ser uma república também. Temos mais adereços de casa do que uma república, e mais desorganização e sambarilóve do que uma casa. Temos liquidificador, dois computadores, tv a cabo, colher de arroz e dois sofás. Em compensação, temos também uma bandeja do McDonalds, um copo do bar, um copo da Pizza Hut, um cinzeiro, uma rede e um violão.
Primeiro morou meu irmão, sozinho. Depois meu outro irmão junto. Aí meu segundo irmão foi embora, e veio morar um colombiano que meu primeiro irmão conheceu em Cuba. Então vim eu, e o colombiano foi embora. Daí meu segundo irmão voltou e o primeiro foi. Entrou o meu amigo da primeira faculdade que tinha mudado pra São Paulo. Entrou meu primo, e saiu o meu amigo. Por fim entrou minha amiga da minha sala da segunda faculdade e saiu meu primo. Ufa. Então a formação atual é essa: Na defesa (da limpeza e organização impecáveis) está meu segundo irmão, no meio campo (entre arrumadas e bagunçadas) estou eu, e no ataque feroz (da bagunça), minha amiga da segunda faculdade. Gostei de deixá-los todos assim caricatos, sem dar nome aos bois - e à vaca.
Em meio a tantas idas e vindas algo permanece intocável. Com um quê antropológico, a porta da geladeira tem praticamente a mesma formação desde o início. Claro, tudo com o prazo de vencimento pré-histórico. Dentre os personagens da porta da nossa geladeira, a mais famosa, sem dúvida, é a azeitona. É de conhecimento público que conservas tem prazo de validade extenso. A nossa azeitona (perceba a identificação psico-sociológica com o fruto das oliveiras) tinha data de validade situada em meados de Março de 2004. Costumeiramente, vários moradores abriam a geladeira, pegavam o pote, miravam a validade e soltavam:

-Putz! Essa azeitona já venceu faz tempo pra caralho! - Colocando-a novamente em seu lugar.

Teve uma ocasião no ano passado em que meu amigo da primeira faculdade chegou bêbado de uma balada e acabou comendo algumas das azeitonas, que possuiam consigo um inseparável caldo preto no fundo do pote. Estava tão fora de si que nem percebeu a atrocidade que estava cometendo - o que não passou despercebido por seu aparelho digestivo. Mas aos que pensam que a azeitona foi jogada fora, se enganam.
Este ano, em meados de setembro, eu abro a geladeira e inocentemente miro o local em que situavam-se as referidas. Qual não é minha surpresa ao perceber que já não estavam mais lá. Que agonia! Tomou-me uma incerteza do porvir, e engoli a seco. Onde estariam nossas parceiras de loga data?! Aguentei uma semana ansiosamente à espera da chegada de nossa empregada. Quando ela chegou, naquela terça chuvosa, não titubeei:

- Fia, onde estão as azeitonas que estavam aqui?! - em tom eufórico
- Eu joguei fora. Tava vencida.- respondeu ela, sem mostrar o menor arrependimento do ato, e até com uma ponta de orgulho.

Como era possível? Aquelas azeitonas tão verdes...e pretas...e cinzas...e com um caldo amarelo-arroxeado? Abri a porta da geladeira e olhei inconsolável para o lugar que ocupavam. Estava vago. Exatamente ao lado da geléia de Jabuticaba com vencimento de 2006. Nada daquilo fazia mais sentido. Ela, vanguardista da porta da geladeira, não se encontrava mais entre os catchups e a cachaça artesanal. Pensei em jogá-los todos fora, mas aguentei, afinal, um dia eles poderão contar para mais compotas e sachês que tiveram o prazer de conhecer Etti - a azeitona mais roots de todo o reino da geladeira.

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Cosas de mi vida - Parte VI


Bom, então eu estava numa desgraça mexicana em plena América. Sem emprego, quase sem dinheiro, com a polonesa me ameaçando cobrar pelos carros que bati, e sem perspectiva de um Natal feliz que se aproximava. Por um milagre divino, a agência de intercâmbio me arranjou tudo pra mudar em dois dias. Compraram passagens aéreas, confirmaram com o empregador novo da Flórida, e já tinhamos até quem nos buscasse no aeroporto quando chegássemos. Um chuchu.

No dia anterior empacotamos todas as coisas, limpamos bem o apartamento, fomos andar pela cidade pra tirar as fotos que ficamos de tirar depois (esta acima é uma delas), mandamos o último postal pras respectivas famílias, ligamos reservando o Táxi para a manhã seguinte, e tiramos fotos do apartamento (para garantir que a vaca polonesa não ia quebrar tudo e mandar a policia nos prender). Só que tinha um detalhe: Ela não podia saber que iríamos embora. Porque os outros poloneses ilegais que fizemos amizade e eram agenciados dela, disseram que ela era auma pessoa perigosa, e que seria melhor não contar nada porque eles não sabiam do que ela seria capaz pra nos segurar lá. Cagados, resolvemos sair na surdina. Deixaríamos a chave com uns chilenos azarados que também eram agenciados dela (e ainda não tinham conseguido fugir de lá) e um lindo bilhetinho de adeus.

4 da manhã acordamos, pois o vôo saia às 6:00. Arrumamos tudo e fomos pra porta com todas as bagagens esperar o taxi (marcado pras 4:40). Enquanto uma japa ficavan a porta com as coisas, eu fui com a outra lá no prédio dos chilenos (a pouco mais de um quarteirão de casa, esta da foto ao lado) deixar a chave e o bilhetinho pra polonesa (com um Merry Christmas no fim, como eu já disse no outro post, substituindo um sonoro "morra"). Teria sido fácil, se eles não estivessem dormindo. Tocamos o interfone até o dedo cair, mas ninguém atendeu. Entramos pela saída de emergência e tocamos a campainha até uma acordar e vir buscar. Falamos tchau e fomos embora. Neste momento chovia torrencialmente, e nós já ficamos encharcados. Estaria tudo bem se a temperatura exterior não fosse 1 grau. Ficamos, então, na porta do nosso prédio congelando, esperando o táxi chegar. 5 horas da manhã e nada. Já estávamos ficando putos, quando resolvemos ir no orelhão ligar pra porra da garagem de táxi. Juntamos as moedinhas, e fomos até o orelhão ligar (que era em frente o prédio dos chilenos = Toma mais chuva).

-Por favor, eu reservei um Táxi pra East Broad Street (esta rua da foto abaixo) às 4:40 e ainda não chegou!
- Está no caminho.
-É um carro grande? Temos muitas malas!
- Sim. Está chegando.

5:20 e nada. Juntamos as últimas moedinhas que tínhamos, voltamos pro orelhão:

-Meu queridoooooooo! Eu vou perder meu vôo!!!! Cadê a porra do meu táxi da Broad Street???????
- Está no caminho, senhor!(odeio quando me chama respeitosamente quando já estão cagando na minha cara)
- Se eu perder a merda do vôo eu vou aí e acabo com a raça de vocês! Vocês vão me pagar a passagem de avião, entendeu?
- Senhor eu já disse que está no caminho.

5:30. Chega um táxi que não cabe nem as minhas malas sozinhas. Que dirá a de todo mundo. Eram 3 malas de viagem internacional! Mais as malinhas de mão. Mandamos o cara embora pra ir buscar outro carro. Nessa hora tentamos acordar os poloneses pra ver se eles não levavam a gente pro aeroporto. Ilegais, estranharam pessoas batendo na porta deles às 5 da manhã, e não abriram. Não adiantou gritar, dizer que éramos nós. Ouvíamos os movimentos, mas nada. Desistimos

Corremos então pra avenida principal, embaixo de chuva e com 1 mísero grau celsio nos congelando, e pulamos feito chitas no cio pros táxis que passavam. Ne-nhum parava. 5:50, esperanças acabadas, para um indiano com um carro do exato tamanho do anterior.

-Precisamos ir pro aeroporto urgente! Temos muita bagagem!
- Vamos, eu levo vocês!

Pusemos toda a bagagem que lotou fácil o porta-malas. Daí sobrou pro nosso colo, nossa cabeça e até o colo do motorista. Chegamos 5:55 no aeroporto de Columbus. Fomos pra Southwest fazer o check-in. Nossas malas estavam com excesso de bagagem. Mais uma vez a mulher fala: Vocês estão 15 pounds a mais. Tá. O que é 15 pounds?! Você saber que tem que tirar 3 quilos, dá-se um jeito. Imagina quanto deva tirar. mas e 15 pounds???! Tiramos as comidas e jogamos todas fora. Ainda estávamos acima do peso. Jogamos pratos de plástico, talheres. Ainda! Lembro que joguei a toalha bordada da mãe da Japa minha amiga (que ela não me perdoa até hoje por isso). Ainda estava acima. Resolvi tirar minha necessaire lotada pra levar como bagagem de mão. Quase. Ainda tirei mais uma ou duas coisas que gostava. Pronto! Ufa!!!

Corremos muito! Daí tem uma barreira maior que olimpíadas. Passa por um, dois, três quaaaaaatro seguranças! Tira roupa molhada, tênis, meia, tudo! Põe tênis, roupa molhada, meia e tudo mais.

-Vcoê tem líquidos dentro da sua bagagem de mão. Vai ter que jogar tudo que for mais de 100 ml fora.

Idiota. Esqueci dessa merda de lei dos líquidos! Maldito terorista que foi inventar de fazer bomba líquida. Que idéia filha da puta! Simplesmente TODA a minha necessaire foi pro lixo. Meus shampoos, remedinhos, remediões, homeopatias, desosodorantes...tudo. Ainda pedi pra passar o desodorante antes de jogar fora, mas o cara não deixou. Dane-se. Corremos, e chegamos com a porta já fechando. No finger, lembro que bati o pé e falei:

-Que toda esta zica fique aqui!

E tinha que ficar MESMO. Porque o avião tinha hélices. Ou seja, dos tempos que o Indiana Jones ainda não era gagá. E a zica ficou lá mesmo. Chegando em Miami, nossa vida ficou sensacional.

Daí em diante as fotos falam mais do que as palavras...

Agradecimento

Sabe que na minha família todo mundo tem um talento. A maior parte dos meus primos e irmãos mandam bem com música. Cantam, tocam, entedem, discutem. Eu me ponho a ouvir, mas nunca ousei tocar porque minhas mãos não nasceram pra fazer coisas que requerem fino trato. Acho que as mãos do Playmobil são mais habilidosas que as minhas.

Então eu resolvi escrever. Sempre me falaram: "Nossa, como você escreve bem!". E eu nunca dei muita atenção. Pensava mil bobeiras, mas ficavam guardadas nas profundesas de minha mente frustrada por não saber tocar nem cantar. E aí saiu o Teco, meu outro blog societário que é meu xodó. Mas ainda assim eu não me sentia livre pra escrever as besteiras e idiotices das profundezas da minha mente que alguns poucos que conheceram se arrependeram (coisas xulas). O Teco é profundo, eu só queria blasfemar! Por isto fiz este de onde vos falo.

E depois de alguns meses já no ar, tenho recebido vários elogios advindos de esferas diferentes da minha vida. Uns por e-mails, outros por comentários alheios, outros por telepatia...enfim! Quero agradecer a todos que entram aqui e lêem minhas coisas. Sei que muitas vezes são coisas longas...hehehe. Mas obrigado mesmo. Ah, e se puder deixar um comentário qualquer..., nem que seja um singelo "vai tomar no cu"...é bem motivador. Pelo menos tenho a leve sensação que não estou escrevendo pras paredes.

Obrigado mais uma vez!

Abraços

Victor

Sábado, 22 de Novembro de 2008

Crônica da Educação

Texto profano perdido no meu Blog profundo:

Eram 7 da noite passadas. Estava exausto por conta de um contato forçado com a natureza que me levou a um trekking muito cansativo. Ainda mais sendo contra a vontade. Mas no fim foi legal. Mas isso não vem ao caso. Estava de pé desde as 7 da manhã...coisa que já não é de meu agrado...notívago por natureza (com o perdão do trocadilho), assumido. Aliás...por quê todo evento de contato com a natureza tem que ser de manhã? Que saco! Poderiam me deixar dormir e fazer isto durante a madrugada...acompanhada de violões, uma fogueira...bom, também não vem ao caso.
O fato é que depois de um dia extremamente fatigante (ainda tive que correr para dar tempo de estar no metrô naquela hora, a fim de pegar um ônibus, viajar e me libertar do excesso de gente da capital) eu peguei a última cadeira marronzinha livre, junto à minha enorme mala. Isto me faz pensar que preciso aprender a fazer malas pequenas. Mas também não vem ao caso. O caso foi que no auge do meu cansaço e esgotamento, entrou uma senhora no vagão do metrô. Eu estava ouvindo música, mas fiquei olhando se nenhuma das outras pessoas inúteis que estavam sentadas no assento reservado a idosos, deficientes, pregnants e afins se levantariam. Mas nada. A menina com cara de bode fingiu que não viu a pobre senhora e continuou a lixar as unhas. O cara do lado dela estava dormindo...ou tentando estar para não ter que dar seu lugar.
E as rugas da velha senhora, velha mesmo, pareciam se aprofundar...As mãos, já calejadas por tanto sofrimento da vida, seguravam na barra de ferro tão fria quanto as pessoas que a rodeavam. E aquela sensação estava me matando! Não poderia mais ver aquilo e continuar sentado, apesar de todo meu cansaço. Resolvi levantar. Peguei a mala gigantesca e apontei o lugar para a senhora. Ela olhou e disse:
- Não precisa não filho, senta aí.
E eu respondi:
- Não, por favor, sente.
Ela dirigiu o seu olhar para o lugar (o qual eu me encontrava de costas) e disse:
- Ah, obrigada mesmo assim.
Quando eu olho para o lugar, me deparo com uma menina, de uns 23 anos, lendo sua "Vanity Fair" semanal, sentada de perninhas cruzadas no lugar que ofereci à senhora. Gente, juro. Neste momento todo o cansaço do dia me subiu à cabeça e, não sei como e nem por onde, cutuquei a menina e disse:
- Ô minha filha! Eu não dei o lugar pra você, dei pra senhora ali!
Ela olhou com um olhar blasé e perguntou pra senhora:
- A senhora quer sentar?
E a pobre senhorinha respondeu com a mesma calma de antes:
- Não, pode ficar...
Ela olhou pra baixo e voltou a ler sua revista.
O cara que estava do lado riu baixo e deve ter pensado consigo: "Puta que pariu, que mundo cão!"
E eu fiquei de pé, segurando a mesma barra fria que a senhora segurava, em silêncio, com a mala enorme entre as pernas...e com a cara de idiota que Deus me deu especialmente pra estes momentos.
Desci na minha estação e ela ficou lá na cadeira lendo a "Vanity". Como eu odiei aquela vaca. Como odiei sua falta de escrúpulo, educação, sensibilidade, noção...falta de tudo! Da próxima vez jogo a velha na cadeira. Faço uma revolução! Queimo todas as "Vanity's Fair's" da banca. Arranco o couro da menina da revista e frito uma pururuca ali mesmo na frente dela, com o óleo de pastel velho. Dou uma voadora no cara que riu da situação. Ou rio junto com ele e digo: "Puta que pariu, que mundo cão!".
Pensado bem...foi só uma cadeira do metrô. Nem merecia uma crônica. Mas minhas pernas ainda doem.

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

A Cigarra

Minha mãe contando:

Estava passeando outro dia na chácara, e vi a casca de uma cigarra grudada numa árvore. Na hora pensei: "Hum, vou levar pro Lucas ver!" (Lucas é meu sobrinho, neto da minha mãe, de 3 anos). Não tive dúvida, peguei.
Chegando em casa já tomei uma frustração na cara, porque estava em cima do móvel uma outra casca de cigarra. Ou seja...alguém já teve esta brilhante idéia antes de mim.

Mesmo assim resolvi mostrar, porque quem pegou a outra pode não ter mostrado (e não tinha mesmo).

- Lucas, vem aqui ver o que eu trouxe!

Mostrou a casca da cigarra.

- Você sabe o que é isso?
- Sei. Exoesqueleto, Vó.

Quase engoli a cigarra.

Domingo, 16 de Novembro de 2008

Êêêêêêêêêêêêêê

Este Post tem o intuito de discutir e desvendar o mistério que ronda fotos, sejam elas familiares, de amigos, churrascos, bêbados, sóbrios, independente da classe social, raça ou (ui) credo.
Eis a questão: Porque toda vez que tira-se uma foto com mais de uma pessoa, a maioria tende a falar um "êêêêê", extenso, sem raízes lógicas, nem profundas emoções?
A que remete este sinal de alegria momentânea pífia?
Quais são os aspectos psico-econômico-sócio-culturais contidos neste gesto, freqüente neste momento?
É ilógico, repetitivo e cíclico. Que mistérios rondam o "Ê" depois da foto?

Sábado, 15 de Novembro de 2008

Duplo Twist Carpado

Em uma conversa bem analisada há pouco, chegamos a uma conclusão, meu primo e eu. Cara, a troco de quê uma pessoa faz ginástica olímpica?
De começo ela vai virar um toco de gente desproporcional e feio. Superada esta fase de auto-aceitação futura, ela começa a treinar. Não tem incentivos do governo nem de porra nenhuma. Treina feito uma vaca velha, pula que nem macaco. Não ganha competições importantes. Estoura todos os músculos, articulações, ligamentos, nervos e etcéteras, com 25 anos não presta nem pra esfregar chão.
Tá, e nas competições? A menina faz aquele salto perfeito, de cair o cu da bunda, vira a comentarista e fala:

-Ela certamente sofrerá uma penalidade de 0.50 aí neste salto.

Porra, chama a vagabunda da jurada que está com a bunda sentada na cadeira pra fazer bonito, então.
E por aí vai...0.10, 0.30, 0.50...e a nota, que já nem ia ser tão alta assim, passa a ser mais baixa que a nota de corte de Filosofia da Fuvest. Fica atrás dos países-que-pulam-bem-não-sei-porque, e comemoram conquistas ridículas, como ser a primeira brasileira a disputar as quartas de final do salto sobre cavalo numa olimpíada.

Pensando bem...não basta ser ginasta, tem que ser herói.

Irmina, a Polonesa!

Já que citei no Post anterior, vou contar quem é Irmina, a polonesa.
Irmina era a polonesa gorda que nos agenciava. Ela era uma vaca em pele de vison. Queria nos fuder de todas as maneiras, e só começamos a perceber isto depois de determinada hora. Mas alguns aspectos de sua personalidade eram interessantes. Ela tinha mais bigodes do que eu. Não que eu tenha muito, mas ela tinha, todos pintados com Blondor americano. Era gorda e vivia falando no celular. Lembrava a Piggy dos Mupets. Tinha um sotaque horroroso e um carro grande demais.
Os olhos azuis às vezes denunciavam a raiva que ela sentia de nós, que resmungávamos o tempo todo que as coisas estavam fugindo do contrato que tinhamos assinado na agência de intercâmbio do Brasil.
O mais interessante de tudo, foi que eu sempre dava um beijinho nela quando chegava. Sempre me pareceu um tanto desconcertada, mas eu nunca imaginei que fosse um aspecto cultural dos poloneses não se tocarem (tá, não que eu imaginasse que eles fossem carnavalescamente animados, mas daí a recusar beijinho...).
Um dia, um outro polonês me viu dando um beijinho nela, e me alertou para que não o fizesse, pois na cultura deles era desrespeitoso. E ela complementou dizendo algo do tipo "É, realmente, eu nunca falei nada, mas é desrespeitoso!".
Eu pedi desculpas e jurei nunca mais fazê-lo. Pronto, daí em diante era só eu encontrar a mulher, que eu dava um beijinho e pedia desculpa. Às vezes eu lembrava no meio do beijinho, e nem terminava já tava dizendo "sorry". Chegou uma hora que ela acostumou, eu acho.
Fomos embora de lá sem nos despedirmos dela. Com um bilhete na porta e um Merry Christmas bem bonito, que substituiu muito bem a verdadeira mensagem que gostariamos de ter deixado:
Tomara que você passe o Natal assada feito um peru, vaca filha da puta.
Love, Victor.

Cosas de mi vida - Parte V

Bom, daí que eu estava nos Estados Unidos, há mais de 15 dias sem trabalhar, gastando do meu rico dinheirinho, sem nenhuma perspectiva de início. Eis que chega a Irmina, polonesa gorda que me agenciava (ela vai ter um post próprio) e propõe que eu trabalhe em um estacionamento, enquanto a minha vaga no Hotel não saia. Eu, braço convicto, já avisei que havia reprovado duas vezes no exame de carta, e não poderia trabalhar lá. Mas ela me fez uma proposta interessante...que eu ficasse só na parte de tirar neve dos carros, ou pegasse um ou outro de vez em quando. Na pindaíba do momento, topei.
O turno começava as 5 e ia até a 1 da manhã. Naquele dia nevava como em filmes natalinos (a neve é linda, mas irrita), e o carro da empresa passou em casa pra me pegar. Chegando lá, os primeiros servicinhos que eu tive foram, de fato, limpar os carros com neve. Até que, em um momento, o gerente (polonês, também) fala pra eu ir buscar um carro.

- Mas senhor, eu não sou muito bom na direção.
- Vamos, eu vou junto com você.

Saimos, peguei um Honda Civic (o equivalente a um Fusca daqui), ele me guiou o caminho todo, me explicou a dinâmica das ruas do estacionamento, e o caminho que eu deveria percorrer com o carro, finalizando na porta do estacionamento. Deveria deixar o carro ligado, com o aquecedor ligado, e a chave junto ao meu número (92) numa caixinha onde o cliente pegaria e iria pagar pra liberar a cancela.

Feito isto, liberou mais um carro pra mim. Estava na posição J-34. Fileira A, B, C...até a Jota. Não encontrava a merda da Jota. Como estava demorando pra achar, comecei a apertar o botãozinho do alarme, que fazia "piu piu", e me guiava na direção. Dado momento, já coberto de neve, encontrei o carro. Mas não era SÓ um carro. Era um Lexus RX . Minha perna já começou a tremer. Entrei, pus a chave na ignição e virei. O banco neste momento se ajustou à minha altura, e a direção na distância mais apropriada. Gente, juro. Suava feito um porco de nervoso. Liguei o carro, e comecei a procurar o freio de mão. Não tinha! Pus o câmbio no "D" (Drive, a posição dos carros automáticos pra joça andar), e fui pisando calmamente no acelerador pra ver se não estava travado pelo freio de mão mesmo. E não é que começou a andar? Eu só esqueci que do meu lado direito também tinha um carro, e virei a direção bem a mais do que deveria. Conclusão: Fui saindo em cima do outro carro, e deixando a lateral inteira do meu amassada. Antes fosse um poste, que o prejuizo seria menor. Mas não, eu bati em um Jeep Patriot . Comigo é assim! Não tenho acidente de Brasília 73 não! Basta de miséria!

Em um determinado momento, um carro enroscou no outro. Eu inocentemente achei que fosse o maldito freio de mão! Dei uma rezinha, e nesta hora ouvi um estalo na lateral. Pensei: Fudeu! Eu risquei o carro! (Risquei, hahaha! Mal sabia!)
Já não enxergava mais nada no caminho. Fui guiando até o local, passei a rua certa de virar dentro do estacionamento, freei no gelo e derrapei, foi uma bênção. Nessa hora, eu tremia, suava, rezava, cagava...aconteceu de tudo!
Parei o carro. Desci. Fui direto ver. Meus amigos, minhas amigas. Eu simplesmente DESTRUI a lateral direita INTEIRA do carro, começando na porta da frente, terminando no final da porta de tras. Neta hora mágica, pensei em várias soluções:

1) Fugir (eles tinham meu endereço);
2) Deixar a chave do carro com o número de outra pessoa (não seria justo);
3) Deixar a chave do carro sem número nenhum (eles deviam ter câmeras);
4 e último) Deixar a chave do carro com meu número normal, com a esperança que ninguém se desse conta da pequena diferença.

E foi isto o que fiz. Deixei na caixinha a chave com o número anotado, e voltei pra dentro.
Em 3 minutos estavam na sala o dono do estacionamento, o chefe de turno, o gerente e todos os empregados. Entre urros e partos normais, todos gritavam comigo.

-"You've crashed a Lexus!!!!".

Dei uma de John Armless, e dizia "Juuuuuuuuuuuraaaaaaaaaa?????". O gerente me catou pelo cangote e me levou até a famigerada vaga J-34. A marca dos pneus na neve era ridícula. Iam diretamente pra cima do Jeep! Ah, e o Jeep estava com a frente toda destruída. O cara falava uns palavrões em Polonês, e eu (ainda tremendo) resolvi perguntar:

-O que vai acontecer comigo?
-E eu lá sei o que vai acontecer com você!
-Eu vou ser deportado????
-Deportado que nada! Você vai ter que pagar o prejuízo!

Nesta hora eu comecei a considerar que ser deportado podia não ser tão ruim assim. Tudo bem...eu fico com o meu prejuízo, você fica com o seu, e seremos felizes para sempre, ahn? NOT!
Voltamos pra salinha. Dali a pouco vem o dono do estacionamento e pede meus documentos.

- Eu não tenho carteira de motorista.

Mais um urro. Esse foi com mais vontade. Nessa eu aprendi alguns palavrões em polonês. Kurwa é puta! Só sei disso! Dali a pouco voltam todos:

-Garoto, pegue suas coisas e suma daqui AGORA! VOANDO! O seguro está chegando e vamos botar a culpa em outra pessoa que tenha carteira! Some agora daqui!

Não preciso nem dizer que em 27 segundos e meio eu havia catado todos os meus casacos, blusas, toca, luvas, botas e afins, e fugi que nem um louco no meio de uma nevasca.
Em uma hora e meia eu fui contratado, cadastrado, treinado e demitido. A polonesa que me arranjou o job deu um duplo twist carpado quando ficou sabendo.

Fim de jogo: Eu continuei desempregado sob a ameaça de pagar 1000 doletas de ativação do seguro, a polonesa ficou mais puta then ever comigo, e a neve parou de cair. Sai fugido do estado de Ohio, e não posso dar as caras por lá, com medo de ser absorvido pela máfia polonesa. Agora me diz, é ou não é uma ótima forma de começar seu intercâmbio de férias?!

Gravando!

Estava eu no aeroporto Santos Dummont no Rio de Janeiro outro dia, quando vejo saindo de lá um dos casais mais clássicos da TV brasileira: Tarcísio Meira e Glória Menezes. Sim, são dois velhos bestas, mas que desde que o mundo é mundo (tá...nem tanto, não estou falando da Dercy) vejo a cara dos dois contracenando.
Fiquei assistindo a cena:

-Chama um taxi, Tarcísio.
-Estou chamando, mas eles tem uma ordem.
-Eu acho que não vai dar tempo de chegar lá. Você avisou?
-Sim, eu liguei antes e avisei.
-Mas mesmo assim...
-Não se preocupe, vai dar tempo!

Quando me vi estava quase sentado no sofá com o controle na mão e comendo umas pipoquinhas.
Pegaram o Taxi e foram para seu compromisso. Fiquei pensando. Caralho...que loucura. Os caras não estavam interpretando lhufas! Mas parece muito cena de novela! Deve ser muito estranho viver no corpo deles...meros personagens da vida real!

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Rio?

Este último final de semana faltou água no Rio de Janeiro...e adivinhem onde eu estava? Bingo! No Rio de Janeiro!

Eram mais ou menos 8 da noite, bem me lembro que a suvaqueira do dia inteiro, de ter ido pela enésima vez pra Santa Teresa, depois de uma feijoada completa no Bar do Mineiro, depois de subir pela 4ª vez o Corcovado (sendo que é a terceira que está tão encoberto que eu mal vejo o sovaco de Cristo), ônibus, bondinho, um tropicão, duas havaianas...tive esta notícia: Não tem água.
Tudo bem...se fosse dormir, eu estava tão cansado que nem ia lembrar do meu odor. Mas eu ainda ia pra Lapa e pra Mangueira pular a noite toda e suar mais do que mãe em parto normal de siameses.
Juntei minha trouxa e fui pra praia de Copacabana tomar banho no Posto 3. Ainda bem que o resto de Copa não pensou nisso também.

-A ficha custa 3 reais, e são três minutos de banho.
-Só três minutos?
-Se quiser mais, compra mais fichas.

Malandro que sou, lavei o cabelo na pia. 1,2,3...botei a ficha...VALENDO! Me senti na banheira do Gugu. Só faltou a Luiza Ambiel me segurando, e o "Uba Uba Uba AÊ" ao fundo. Esfreguei tão rápido que nem sei se deu efeito. Ainda deu tempo de sambar no último minuto. Descobri que é possível tomar um banho de 3 minutos!

Passo novamente pela praia de Copacabana com toalha, necessaire, e uma cueca no ombro.

Se não fosse ridícula a cena, até comemoraria o banho!

Ah, foram os 3 minutos mais reconfortantes dos últimos tempos!

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Cosas de mi vida - Parte IV

Quando fui no Consulado Americano para tirar o visto (7 horas e meia de fila depois), a mulherzinha disse que iam me mandar via sedex meu passaporte já com o visto, e dentro uma Carta para a autoridade que fosse fazer minha imigração.
Chegou. Este Sedex eu não poderia abrir até os EUA. Não era de minha competência abrir aquilo, e só quem o faria seria uma autoridade americana. Portanto se tivessem rãs desidratadas lá dentro, eu não teria como saber. Ia entregar um pacote de rãs desidratadas nas mãos do cara que ia fazer minha imigração.
Bem, aportando em Nova York, segui os corredores pra fazer a imigração. Esperei na filinha minha vez, e um cara me chamou. Fui, falei bom dia, entreguei o envelope e aguardei.
Ele abriu, olhou os documentos, olhou o computador e disse:
- Ah...meu computador travou, volta pra fila que alguém te chama de novo. Sorry.

Voltei eu pra fila. O próximo me chamou. Entreguei os documentos. Ele me olha e pergunta:

-Porque você abriu o envelope?
- Não fui eu que abri. O outro oficial me chamou, abriu, mas não concluiu a imigração porque o computador dele está com problemas.
- Porque você abriu o envelope?
- ????!!!!! Eu não abri, foi o outro oficial.
- Porque você abriu o envelope?
- Eu NÃO ABRI O ENVELOPE!
- Mas está aberto.
- O OUTRO OFICIAL ABRIU! O COMPUTADOR ESTÁ COM PROBLEMA ELE ME MANDOU DE VOLTA PRA CÁ!!!!!!
- Okay.

Conferindo os dados....
- A data de chegada está errada.
- Está? Eu não tinha como saber, não pude abrir antes para conferir.
- Mas a data está errada.
- ¬¬... Eu não podia saber.
- Está errada a data.

Juro....nesse momento, eu considerei juntar minhas trouxas, mostrar o dedo do meio pra ele, dar meia volta, e ir embora. Depois lembrei de todo o dinheiro que eu já tinha pago, todo o tempo perdido, e tudo mais...resolvi responder calmamente.

-Senhor. Eu não conseguiria conferiri os documentos, na medida que eu não pude abrir o envelope!

-Okay. Welcome to America.

Não sei, honestamente, a finalidade desta técnica imigratória. Deve ser da Escola Perturbadora de Imigração... E by the way...eu já estava na América quando saí do Brasil...motherfucker.

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Rio X SP

Existem algumas diferenças clássicas entre Rio e São Paulo, que todo mundo sabe. Chamar bolacha de biscoito, bexiga de balão, etc. Mas teve uma que me intrigou:

-Por favor, me vê um suco de acerola.
-Suco não tem não. (Com uma mega placa ACEROLA em cima de um daqueles reservatórios que ficam girando).
- Como não? E o que é aquilo ali?
-Aquilo é refresco!

Não sei que cara fiz. Juro que não. Mas deve ter sido a cara mais de "puta merda" já feita.

- E qual é a diferença entre um suco e um refresco?
- Suco é a pura polpa da fruta. Refresco é polpa batida com água.

Porra! Já não bastam as embalagens de bolachas escreverem "Biscoito Recheado sabor Chocolate", agora ainda tenho que engolir mais esta?

Comprei meio litro de refresco e fui procurar um Aurélio:

Su.co: 1 A substância líquida extraída das frutas, como artigo de comércio, para bebidas refrigerantes etc. Ex: Suco de uva, suco de caju.

Re.fres.co: 1 Tudo o que serve para refrescar; bebida fresca, refrigerante. 2 Sensação de frescura; arrefecimento.

Ha!!! Engulam esta bolacha a seco! Em nenhum momento dizem que refresco é polpa de fruta batida com água!

Voltei no mesmo lugar no dia seguinte:

-Me vê um suco de laranja!
- Não tem suco não.
-Claro que tem! Aquilo ali extraído da fruta é um suco! Refresco é qualquer coisa refrescante. Tá no dicionário moça, pode ver! - Com uma segurança de alguém que havia de fato pesquisado o tema.

Saí de lá com meio litro de suco, e vingado por todas as bolachas do estado de São Paulo.